Investimentos no futebol: veja como está o mercado nacional e quais as opções
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Investimentos no futebol: veja como está o mercado nacional e quais as opções
26 set 2023•Última atualização: 20 junho 2024

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O futebol, além de paixão nacional, movimenta a economia e ganha força como foco de investimentos.
Um relatório publicado no final de 2022 pela CBF mostra que o futebol brasileiro, em toda sua cadeia, direta e indiretamente, representa 0,72% do PIB nacional. Ou seja, um valor total de R$ 52,9 bilhões em movimentação de valores.
Além disso, o mercado financeiro do mundo da bola também se expande. Os maiores clubes do mundo já estão nas bolsas de valores internacionais.
Aqui no Brasil, alguns times deixaram de ser geridos como clubes associativos e se tornaram Sociedade Anônimas do Futebol, as chamadas SAFs. Como resultado, é possível investir no clube de forma direta, fora do modelo sócio-torcedor.
Isso porque, com a Lei 14.193/2021, as Sociedades Anônimas do Futebol têm como objetivo transformar os clubes em empresas e abrir espaço para injeção de capital.
Apesar dessa indústria ainda dar os primeiros passos no Brasil, já conta com algumas movimentações importantes, que abrem o caminho para a profissionalização dos investimentos.
O que são as ligas de futebol brasileiro
Atualmente, o Campeonato Brasileiro é organizado pela CBF, e os clubes negociam separadamente seus direitos de transmissão. Para potencializar as negociações, os clubes se dividiram em três grandes “blocos”. São ligas que se organizaram para profissionalizar ainda mais o mercado e negociar os direitos de transmissão de grandes campeonatos, por exemplo. Assim, ampliar os investimentos no futebol.
Os blocos são:
Liga Brasileira de Futebol (Libra)
A Liga Brasileira de Futebol (Libra) é formada pelos clubes ABC, Atlético-MG, Bahia, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Guarani, Ituano, Mirassol, Novorizontino, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, Sampaio Corrêa, Santos, São Paulo e Vitória.
Grupo União
Já o Grupo União é composta por Botafogo, Coritiba, Cruzeiro e Vasco.
Liga Forte Futebol (LFF)
Por fim, a Liga Futebol Forte reúne os times Athletico-PR, América-MG, Atlético-GO, Avaí, Brusque, Chapecoense, Ceará, Criciúma, CRB, CSA, Cuiabá, Figueirense, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Inter, Juventude, Londrina, Náutico, Operário, Sport, Tombense e Vila Nova.
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As SAFs
No modelo de SAFs, o principal foco dos clubes é captar investimentos, principalmente por meio da venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Com isso, é possível a criação de fundos de investimentos para que os torcedores também possam investir nos clubes.
Agora, a negociação em foco é a dos direitos de transmissão do Brasileirão em 2025. Para isso, esses blocos se uniram para negociar. De um lado, a Libra, que assinou acordo de exclusividade com o fundo Mubadala, um grupo dos Emirados Árabes Unidos que deve atuar como consultor nas negociações dos direitos de transmissão.
Por outro lado, a Liga Forte (FFF) e o Grupo União venderam 20% dos seus direitos de transmissão do Brasileirão para a Life Capital Partners e Serengeti Asset Management pelos próximos 50 anos, a partir de 2025. Assim, há compromisso de aporte de R$ 2,35 bilhões ao bloco neste período.
O Fundo Sports Media Futebol Brasileiro
Assim, com foco nos investimentos no futebol, a Life Capital Partners e a XP Asset criaram o fundo Sports Media Futebol Brasileiro Advisory, de R$ 800 milhões. O objetivo é permitir o acesso ao investimento nos direitos comerciais do Brasileirão dos clubes da LFF e Grupo União.
O fundo tem foco em investidores qualificados e institucionais. O ticket mínimo é de R$ 10 mil, e tem prazo de duração de 10 anos, prorrogável por até dois anos. Também haverá cotas de R$ 1 milhão. O objetivo de retorno é o IPCA + 19% ao ano, com pagamento de dividendos anuais a partir de 2025.
“Algumas das maiores ligas de futebol do mundo vêm sendo potencializadas por esse modelo de negócio, e o futebol brasileiro terá a oportunidade de atingir todo o seu potencial de geração de receita”, afirma Bruno Castro, CEO da XP Asset.
Investimentos no futebol e no esporte
O investimento de clientes institucionais no mercado de esporte vai além das ligas de futebol e contempla, por exemplo, Formula 1, federação internacional de vôlei e clubes de futebol.
“A diversificação nos portfólios, a maior profissionalização dos esportes e as novas tecnologias de mídia tem trazido cada vez mais investidores e nós estamos muito empolgados em ajudar os clubes e a liga brasileira a crescerem. Esse mercado ainda vai amadurecer mais, inclusive deve se expandir para outras modalidades nos próximos anos. É só o começo de uma nova era nos investimentos em esporte”, afirma Gamboa, sócio da LCP.
Para encontrar as melhores opções de investimentos no futebol, é sempre bom contar a com a opinião de especialistas no mercado. Assim, uma assessoria de investimentos é um caminho para quem quer começar a investir na paixão nacional.

Raissa Scheffer
Raissa Scheffer (MTB: 0051926/SP) é jornalista com 16 anos de experiência em economia. Foi repórter e editora na Gazeta de Ribeirão e Jornal ACidade. Com passagens pela EPTV Ribeirão, Portal Terra, TV Record e Portal Revide.
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