Marcação a mercado na renda fixa: o que muda para o investidor?

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Marcação a mercado na renda fixa: o que muda para o investidor?

28 dez 2022

Redação It's MoneyRedação It's Money
A partir de 2 de janeiro de 2023, passa a valer um novo modelo de visualização para alguns ativos de renda fixa na carteira dos investidores, com base na marcação a mercado.  Determinada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a mudança tem como objetivo dar mais transparência aos valores de mercado desses títulos.  A regra será aplicada agora para CRIs, CRAs, debêntures e títulos públicos negociados fora do Tesouro Direto, que anteriormente seguiam a marcação na curva.  De forma geral, a marcação a mercado funciona como uma atualização diária dos preços dos ativos. Assim, fica mais fácil para o investidor decidir o melhor momento de compra e venda dos seus papéis.  É importante ressaltar que a nova regra não altera a rentabilidade dos investimentos, caso mantidos até o vencimento, nem o direito do investidor sobre o título. A mudança está na maneira como os ativos são apresentados nas plataformas de investimentos. Entenda nos próximos tópicos como a novidade vai funcionar.  Boa leitura! 

Marcação a Mercado x Marcação na Curva 

Até 1º de janeiro, os títulos de renda fixa serão exibidos pela “marcação na curva” ao investidor, que equivale ao valor que o papel foi adquirido. Esse valor é atualizado todos os dias por um indexador, como a inflação ou o CDI, e dos juros correspondentes à rentabilidade do papel (“taxa de compra”). Esse cálculo dá um valor aproximando do retorno ao investidor, quando mantido até o vencimento. Entretanto, este preço de curva não representa obrigatoriamente o valor do papel no mercado, caso o investidor queira vendê-lo no mercado secundário antes da data de vencimento. Já na “marcação a mercado” (nova regra), a taxa utilizada para a precificação do título é a que estiver sendo praticada no mercado, que costuma sofrer oscilações diariamente, de acordo com as condições do momento (taxas de juros, oferta e demanda, risco do emissor, etc). Entenda em detalhes no vídeo abaixo:[embed]https://www.youtube.com/watch?v=gFKCB-nrSKI[/embed]

Marcação na curva 

Na marcação na curva o valor do título corresponde ao valor de aquisição. Ou seja, é precificado em relação ao custo do título na compra somado aos juros e o indexador designado. Essa maneira de ver os ativos não corresponde ao valor de mercado caso o investidor queira vendê-los antes da data de vencimento do papel. Isso porque as condições de mercado para aquele papel variam diariamente. 

Marcação a mercado 

A marcação a mercado representa o valor de venda do título, antes do vencimento, considerando as condições atuais de mercado, permitindo maior visibilidade, transparência e padronização em relação à aplicação. Importante destacar que, no vencimento, o rendimento do título sempre converge para a taxa contratada.   A grande diferença é que a marcação a mercado mostra essas variações de preço de forma clara ao investidor, caso o mesmo precise se desfazer do papel antes do vencimento. Assim, é possível aproveitar melhor os cenários de mercado para a negociação dos papéis no mercado secundário.  Confira na tabela abaixo as principais diferenças entre marcação na curva e marcação na curva.  
 Marcação na curva  Marcação a mercado 
Precificação Valor de aquisição + indexador + juros Valor aprox. atual de negociação do papel, conforme condições de mercado 
Demonstrativo Refletem valores da “curva” Refletem valores de “mercado” 
Transparência Menor Maior 
Volatilidade Menor Maior 
Valor do título na data do vencimento Igual Igual 

Como fica a tributação com a marcação a mercado?  

Nada muda na tributação dos papéis com a nova regra.  Tanto o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quanto o Imposto de Renda (IR) continuam os mesmos.  

A nova regra vai valer para quais ativos? 

Como falamos anteriormente, a regra que até o fim de 2022 vale apenas para o Tesouro Direto, passar a valer também para CRIs, CRAs, debêntures e títulos públicos adquiridos via tesouraria.  A novidade não atinge os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCIs e LCAs). Veja os detalhes na tabela abaixo: 
Ativo  Regra de Marcação 
Debêntures Mercado 
CRA Mercado  
CRI Mercado  
Títulos Públicos Mercado  
Bancários Curva 
Letras Financeiras  Curva  
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Curva  
Mais uma vez, a marcação a mercado vai apenas deixar seus investimentos mais transparentes, além de fomentar ainda mais o mercado de renda fixa, já que ficará mais fácil para o investidor decidir o melhor momento de compra e venda dos seus papéis. Caso precise de ajuda para entender esse movimento, não deixe de procurar uma assessoria de investimos de confiança, como a Blue3 Investimentos 
Redação It's Money

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