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Protagonismo Jovem, por João Victor Patrocínio

Protagonismo Jovem, por João Victor Patrocínio
  • Publicado em 8 de fevereiro de 2023

Você já parou pra pensar que toda história, seja ela de sucesso ou não, tem um grande viés de incerteza que faz com que aquela pessoa não saiba se está no caminho certo com a estratégia certa ou no caminho errado com a estratégia errada?

Já parou pra pensar também que muitas histórias, por mais improváveis que sejam, têm resultados extraordinários, que por sua vez fazem todos ao redor desacreditarem que o impossível se tornou possível.

O que eu quero dizer com isso tudo é bem simples: independente de quem você seja, a construção de uma vida extraordinária só depende de você. O que vai ser o grande divisor de águas entre uma pessoa bem-sucedida e malsucedida é a seguinte soma: qualidade de tomada de decisão + estratégia + atitude + networking.

Mas antes de te explicar a razão pela qual essa soma faz sentido para mim e para muitos amigos meus que alcançaram resultados que muitos diriam impossíveis com essa estratégia, vou contar como ela me impactou.

Sou João Victor Patrocínio, tenho 20 anos, nasci em Franca, no interior de São Paulo. Hoje tenho 4 empresas vinculadas ao mundo digital e educacional: Legado Jovem, startup educacional com valuation de + 5M reais, voltado para o ensino de empreendedorismo e investimentos para jovens de 12 a 18 anos; Trechos Visionários, editora de vídeos para viralização com mais de 500M de views acumuladas e 1.2M de seguidores no Instagram, tendo como clientes o foco em podcasts; U.A.M.A, agência de marketing digital voltada para coprodução e social media; JVP Mídias, responsável pela estrutura da minha imagem no digital, posicionamento de branding e lançamentos.

Além disso, trabalho como especialista internacional na Blue3 Investimentos, participando do time desde a criação da área internacional na empresa, com mais de 150M de reais negociados para a nossa estrutura.

E compartilho todo esse conhecimento com meus amigos e convidados especiais no Birdcast, um podcast voltado para marketing digital, empreendedorismo e investimentos, escutando histórias de sucesso e tentando extrair o melhor delas para os nossos seguidores.

Mas como será que isso tudo foi possível para um menino de 20 anos, do interior de São Paulo?

Para responder isso, preciso voltar há cinco anos, mais precisamente no meu ponto de inflexão que foi responsável por construir todos os resultados que tenho hoje e o que estou construindo.

Aos meus 15 anos, encarava uma realidade muito semelhante de vários jovens, ir para escola, estudar, fazer as provas e pensar em qual área gostaria de construir o meu futuro e em qual faculdade iria ingressar ao fim do colegial.

Lembro exatamente dos meus pais me incentivarem a fazer medicina, indo totalmente no caminho contrário que eles foram. Meu pai é comerciante com supermercado e minha mãe é advogada.

Mas escutei eles e fui fazer uma viagem para a USP de Ribeirão Preto em um domingo para um evento com várias escolas para levar os alunos de ensino médio a conhecerem como é a rotina de um estudante de medicina, quais são os desafios, as áreas para desenvolver.

Era ótima oportunidade para descobrir se era realmente aquilo que gostaria de cursar e escolher para a minha vida.

Quando voltei para a minha casa, já era domingo bem tarde da noite. Meus pais perguntaram se eu tinha gostado da experiência de 1 dia como um estudante de medicina. E a primeira coisa que eu disse foi: “Odiei, tenho a certeza de que não quero medicina e não quero nada que me obrigue ficar horas e horas em um ambiente de universidade”.

E foi com essa experiência que comecei a refletir sobre muita coisa na minha vida e comecei a pensar: “Será que eu quero seguir o caminho tradicional de fazer o que todos fazem?”, “Será mesmo que sou obrigado a fazer parte de um sistema que só é bem-sucedido quem faz faculdade?”, “Será que o ensino educacional não está atrasado em achar que só é bom aquele cara que tira um 10 em física?”.

Foram essas e muitas outras perguntas que me fizeram sair do padrão e realmente tomar as rédeas da minha vida, precisava agir primeiro para não entrar em um ciclo onde mais de 95% da população entra e arrisquei pelo novo.

Comecei estudar sobre investimentos, assistindo os vídeos do Thiago Nigro, e estudar livros de desenvolvimento pessoal.

O primeiro deles foi Pense e Enriqueça, do Napoleon Hill, que, sem sombra de dúvidas, foi um divisor de águas para a forma como moldei a minha mentalidade.

Como ele, consegui quebrar qualquer gatilho de escassez que tinha no meu mindset.

Atrelado a essa mudança de mentalidade, procurei construir uma forma de desenvolver um plano para saber como eu iria construir meu negócio, porque eu havia entendido que para construir um grande patrimônio a melhor forma era desenvolver um projeto e fazendo com ele se tornasse a cada ano mais forte e mais próspero.

O tempo foi passando, e fiquei quase 1 ano focado em apenas desenvolver minha parte técnica em negócios e investimentos.

Com isso, fui construindo vários contatos no digital em 2020, quando a pandemia veio em nível global.

Naquele momento, o mundo físico parou e o digital, que já estava em uma onda de alta nos últimos anos, veio a se tonar um dos principais meios de vendas e construir branding no digital.

Foquei meu primeiro ano no digital apenas construindo a minha imagem, através de vídeos curtos sobre investimentos, lives, conversando com outros perfis de produtores no Instagram e assim fui começando a me consolidar entre os produtores de conteúdos de empreendedorismo e investimentos para jovens no Brasil.

O tempo foi passando e, em 2021, fui para São Paulo fazer faculdade de Administração.

Aproveitei muito as possibilidades de conteúdos das aulas, mas sabia que precisava continuar com os meus projetos em paralelo e, em cima disso, não depender do ensino tradicional para ser um jovem fora da curva.

Acabou que as coisas foram evoluindo no digital e com a startup conheci grandes empresários e mentores, como o próprio Thiago Nigro e tive a oportunidade de fazer uma reunião presencial na sede da XP, com o fundador Guilherme Benchimol, junto com o meu sócio Felipe Molero.

Depois de um tempo, surgiu a oportunidade de entrar para a BLUE3, até então um dos maiores escritórios de assessoria do país para uma nova área que estava sendo construída na empresa, a área internacional.

Acetei o desafio, me mudei de São Paulo para Ribeirão Preto e lá comecei a minha trajetória no mercado financeiro de maneira profissional.

Fui crescendo dentro da empresa e, em 2022, fui convidado pelos meus líderes para ser banker de investimentos internacionais no escritório de São Paulo, trabalhando no coração do mercado financeiro brasileiro, ajudando diariamente o brasileiro investir melhor o seu dinheiro e proteger capital fora do país.

Hoje, com mais de 1 ano como especialista de investimentos internacionais e com mais de 4 empresas desenvolvidas aos 20 anos, digo para você que esse famoso “protagonismo jovem” que escuto de tantos no dia a dia é fruto da soma qualidade de tomada de decisão + estratégia + atitude + networking.

Você precisa de qualidade na tomada de decisão para poder dizer sim ou não para alguma situação que acontece na sua vida.

Seja na hora de aceitar ou não uma proposta de emprego, trancar ou não uma faculdade, criar ou não uma empresa, sair em um final de semana ou estudar um conteúdo específico.

No final do dia, tudo é reflexo dos Nãos que você abriu mão pelos Sins de curto prazo.

O pilar da estratégia é o principal responsável para te ajudar a não perder o foco de qual é o seu objetivo e por qual motivo você luta todos os dias pelo que está disposto em fazer.

Atrelado a essa estratégia está em você ser responsável por ter atitude de fazer as coisas acontecerem e não se vitimizando ou terceirizando seus problemas.

Quando se tem a consciência que você é o único responsável pela vida que você quer, seus resultados aumentam mais.

Quando falamos do pilar do networking, falamos em construir relacionamentos com boas amizades que nos proporcionem growth, e que você consiga aproveitar essa relação de forma benéfica para escalar seus resultados e conhecer as pessoas certas para seus projetos.

Em linhas gerais, o que posso dizer sobre ter conseguido mesmo sendo jovem alcançar cadeiras importantes, e de fato se tonar um selfmade e poder construir o que vivo hoje, é que essa vida realmente vale a pena ser vivida.

É o que o Napoleon Hill diz: “Não devemos ter medo das novas ideias! Elas podem significar a diferença entre o triunfo e o fracasso.’’

Written By
João Victor Patrocínio

Especialista Internacional na Blue3 Investimentos. Fundador do Legado Jovem, apresentador do Birdcast e proprietário do Trechos Visionários.