Tesouro Direto: risco geopolítico pressiona taxas e eleva juros futuros
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Tesouro Direto: risco geopolítico pressiona taxas e eleva juros futuros
13 jul 2026

Os títulos do Tesouro Direto registram alta das taxas nesta segunda-feira (13), acompanhando a movimentação dos juros futuros nos Estados Unidos, impulsionados pela intensificação do conflito no Oriente Médio.
O avanço do conflito gerou forte alta nos preços do petróleo, aumentando a incerteza no mercado sobre os efeitos desta nova fase do conflito. Diante desse cenário, investidores exigem prêmios maiores para comprar títulos públicos brasileiros, especialmente os com vencimentos mais longos.
reação do Tesouro nacional e influência do FED
Nas últimas semanas, o Tesouro Nacional demonstrou preocupação com as taxas elevadas pagas pelos títulos Tesouro IPCA+. Desde junho, esses papéis oferecem retornos acima de IPCA+8%, um patamar raro que supera até o ápice da crise institucional durante o governo Dilma Rousseff.
Em resposta, o governo sinalizou a possibilidade de intervenção via recompra de títulos públicos para conter a alta das taxas, medida que provocou uma queda momentânea nos juros.
Internacionalmente, o mercado aguarda decisões do Federal Reserve (Fed) dos EUA sobre a possibilidade de aumentar a taxa básica de juros ainda este ano. A inflação elevada e o mercado de trabalho estável sustentam essa expectativa, conforme indica a ata do Fed divulgada recentemente.
Essa perspectiva de alta nos juros nos Estados Unidos tende a reduzir o apelo dos títulos brasileiros, pressionando suas taxas para cima.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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