Onde Investir Renda Fixa

Quais os principais tipos de investimentos em renda fixa?

Quais os principais tipos de investimentos em renda fixa?
  • Publicado em 29 de janeiro de 2023

Quem começa a investir, muitas vezes, inicia os aportes em investimentos de renda fixa. As aplicações dessa classe costumam atrair a atenção de quem deseja tirar o dinheiro da poupança em busca de melhores condições de rentabilidade. 

Contudo, para tomar as melhores decisões de investimento, é importante conhecer as características da renda fixa e os principais títulos que ela apresenta. Afinal, cada um deles tem suas particularidades e podem ser adequados para diferentes objetivos. 

Pensando nisso, este artigo apresentará o que é renda fixa e quais são os principais tipos de investimento que essa classe oferece. Vamos lá? 

O que é a renda fixa? 

Renda fixa é uma classe de investimentos em que a lógica de rentabilidade é conhecida pelo investidor no momento do aporte. Assim, é possível saber qual será a taxa de juros paga no vencimento do investimento — ou, ao menos, a dinâmica de remuneração. 

Na prática, o investimento em renda fixa funciona como um empréstimo. Quando um investidor opta por investir em produtos dessa classe, na prática, ele está comprando títulos de dívida de quatro emissores principais: Governo Federal, bancos, securitizadoras ou empresas. 

Quais suas principais características? 

Todos os títulos de renda fixa possuem algumas características em comum, mas cada um deles tem suas particularidades. Conheça os principais aspectos relacionados a essa classe de investimentos: 

Remuneração 

É a taxa de rentabilidade do título, que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. No primeiro caso, o investidor sabe exatamente quanto receberá no vencimento da aplicação, pois a remuneração é expressa em uma taxa anual fixa. 

Já na rentabilidade pós-fixada, o investidor sabe como o produto será remunerado, mas não de maneira exata. Nesse caso, a remuneração é atrelada a um indicador, como a Selic ou o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). 

A híbrida, por sua vez, combina uma taxa fixa acrescida de uma remuneração pós-fixada. Nesse caso, é comum o uso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como taxa pós-fixada. 

Data de vencimento 

É a data em que o título será liquidado e pago ao investidor. Nesse dia, não é necessário pedir o resgate da aplicação, pois o dinheiro é automaticamente disponibilizado em sua conta na corretora de valores.  

Liquidez 

A liquidez se refere à velocidade em que é possível converter o título em dinheiro. Existem alternativas de renda fixa com diferentes tipos de liquidez. Por exemplo, há aplicações com liquidez diária, que podem ser resgatadas a qualquer momento após o aporte.  

Risco 

O principal risco da renda fixa é o chamado risco de crédito. Trata-se da possibilidade de o emissor do título não honrar com o compromisso de devolver o valor aportado acrescido dos juros no prazo combinado. 

Esse risco é atenuado em aplicações que possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ela garante o pagamento de até R$ 250 mil por instituição e por CPF ou CNPJ, até o limite global de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos. 

Tributação 

Em relação à tributação, diversos títulos de renda fixa estão sujeitos à incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) se o resgate ocorrer em até 30 dias após o aporte. Já o Imposto de Renda incide na maioria das aplicações e segue a tabela regressiva. 

As alíquotas são: 

  • até 180 dias: 22,5%; 
  • de 181 a 360 dias: 20%; 
  • de 361 a 720 dias: 17,5%; 
  • acima de 720 dias: 15%. 

Contudo, para os fundos de renda fixa de curto prazo, há duas faixas principais: 

  • até 180 dias: 22,5%; 
  • de 181 a 360 dias: 20%. 

Quais as principais diferenças da renda fixa para renda variável? 

Agora que você sabe o que é renda fixa e conhece suas principais características, é comum se perguntar qual a diferença para a renda variável. Nesse sentido, existem distinções importantes em relação à remuneração e segurança de ambas as classes de investimento. 

Na renda variável, o investidor não sabe, no momento do aporte, qual será sua rentabilidade. Ela pode, inclusive, ser negativa. Além disso, o investidor se expõe diretamente às variações do mercado financeiro. Logo, há maior volatilidade — o que aumenta os riscos. 

Quais os principais tipos de investimentos de renda fixa? 

Como você aprendeu, não existe apenas um investimento de renda fixa. A classe reúne diversos títulos disponíveis para os investidores, que podem variar de acordo com o emissor, prazo, rentabilidade etc. 

Conheça alguns investimentos que estão disponíveis na renda fixa: 

Títulos públicos 

Trata-se de títulos de dívida emitidos pelo Governo Federal visando a captação de recursos para financiamento de programas e iniciativas governamentais. Eles são negociados na plataforma do Tesouro Direto. 

São exemplos de títulos públicos: 

  • Tesouro Selic; 
  • Tesouro Prefixado; 
  • Tesouro IPCA. 

Títulos privados 

Aqui, estão incluídos os títulos de emissão bancária. A emissão acontece para que os bancos possam financiar operações e oferecer empréstimos, por exemplo. Entre as aplicações disponíveis no mercado, estão: 

  • certificado de depósito bancário (CDB); 
  • letras de crédito imobiliário e do agronegócio (LCI e LCA). 

Títulos de crédito privado 

Os títulos de crédito privado são emitidos por empresas ou securitizadoras. O objetivo da emissão é permitir que as companhias levantem recursos para suas operações.  

Veja alguns exemplos: 

  • certificado de recebíveis imobiliário e do agronegócio (CRI e CRA); 
  • debêntures. 

Fundos de renda fixa 

Já o fundo de renda fixa é um veículo de investimento que funciona de forma coletiva. Os recursos do fundo são administrados por um gestor profissional, que deve alocar a maior parte do capital em produtos de renda fixa. 

Além da gestão profissional, quando você compra a cota de um fundo, a diversificação normalmente é maior. Isso porque, em vez de ter apenas um título, o seu capital poderá estar exposto a diversas aplicações. 

Quando investir na renda fixa? 

Devido às características que você conheceu, a renda fixa pode ser porta de entrada para investidores iniciantes e para aqueles com menor apetite ao risco. Afinal, ela oferece mais segurança e previsibilidade para quem investe. 

Contudo, os investimentos de renda fixa podem fazer parte da carteira de qualquer investidor, em maior ou menor percentual. Como existem aplicações com diferentes prazos e liquidez, elas podem se alinhar a diversos objetivos financeiros. Ademais, ela permite equilibrar os riscos do portfólio. 

Você também pode investir em renda fixa quando começar a montar sua reserva de emergência. Vale ressaltar que esse dinheiro deve estar alocado em investimentos seguros e com liquidez diária, pois precisa estar disponível a qualquer momento. 

Com essas informações, você entendeu o que é renda fixa e conheceu os principais investimentos dessa classe. Antes de começar a investir, lembre-se de analisar seu perfil e suas metas pessoais, a fim de fazer escolhas mais acertadas ao montar a sua carteira.  

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Redação It's Money

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