PetroReconcavo (RECV3) reporta lucro de R$ 186,7 mi no 4T23, queda de 54% no ano
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PetroReconcavo (RECV3) reporta lucro de R$ 186,7 mi no 4T23, queda de 54% no ano
6 mar 2024•Última atualização: 12 junho 2024

A PetroReconcavo (RECV3) reportou queda de 54% no lucro líquido no quarto trimestre de 2023 (4T23) ante mesmo o período de 2022, saindo de R$ 408,6 milhões para R$ 186,7 milhões.
Além disso, o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou R$ 312,6 milhões, caiu 36% no ano, o que levou a uma queda da margem Ebitda ajustada de 14,6 p.p. (pontos percentuais), para 41,4%.
Segundo leitura da casa de análise DVinvest, a receita da empresa foi de R$ 300 milhões em 2018 e R$ 2,8 bilhões em 2023, um crescimento médio de 56,4% ao ano.
"Esse resultado foi impulsionado especialmente em 2022 com a aquisição do campo Miranga, somado a um aumento no preço do petróleo, que atingiu US$ 120 por barril e do gás, que alcançou US$ 10 por milhão de BTU, patamares recordes. Em 2023 o valor apresentou redução de 5,4%", explica a casa de análise.
Ainda de acordo com a DVinvest, em 2023, os custos e despesas foram de 75,7% da receita, acima da média histórica da companhia. "Fruto de uma perda de eficiência nos custos de extração e nas despesas administrativas, o que é bastante negativo. Porém, com a normalização da UPGN em 2024, a empresa deve voltar a apresentar a rentabilidade anterior".
Resultado trimestral PetroRecôncavo (RECV3)
A seguir, confira abaixo os principais destaques do resultado trimestral da PetroRecôncavo (4T23):
• Produção média anual: 26,0 mil boe/dia, 22% superior ao ano anterior. Produção no trimestre de 25,4 mil
boe/dia;
• Pagamento bruto total de proventos no ano: R$ 290 milhões (R$ 0,99/ ação), 31% maior que a distribuição de 2022;
• Receita Líquida anual: R$ 2,8 bilhões, redução de 5% em relação ao ano anterior. Receita Líquida no trimestre de R$ 689 milhões;
• Ebitda anual: R$ 1,3 bilhão, redução de 21% em relação ao ano anterior. Ebitda no trimestre de R$ 247 milhões;
• Lucro Líquido anual: R$ 709 milhões e de R$ 187 milhões no trimestre;
• Lifting Cost anual: US$ 13,07/boe, aumento de 5% em relação ao ano anterior e de US$ 14,28/boe no trimestre.

Análise de resultado RECV3 (4T23)
"O resultado foi fraco, mas marcado por diversos não recorrentes", avalia Renato Reis, analista fundamentalista na DVinvest.
Para ele, com a parada da unidade de processamento, a empresa ficou limitada em sua capacidade produtiva. O fato afetou tanto o volume produzido quanto seus custos de extração, o que piorou a margem de lucro.
"Caso os problemas repitam no futuro, a empresa pode ser penalizada. Por isso, vejo como benéfica a fusão com a 3R, tendo em vista que ela é dona dos ativos de processamento. Porém, até que esse evento saia do papel, é melhor esperar de fora na PetroRecôncavo", pondera Reis.
Além do PetroRecôncavo (RECV3), confira os resultados corporativos do 4T23 já divulgados pelas empresas.

Histórico de resultados RECV3
Agora, confira abaixo o histórico de resultados da PetroRecôncavo (RECV3), com um resumo dos principais números levantados no reporte das empresa, além da análise do especialista. Boa leitura!
Balanço corporativo PetroRecôncavo 3T23
A PetroRecôncavo (RECV3) reportou lucro líquido de R$ 145,1 milhões no terceiro trimestre de 2023 (3T23), montante 32% abaixo ao reportado no mesmo intervalo de 2022, informou a petroleira nesta quinta-feira (9).
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado foi de R$ 447,9 milhões no 3T23, uma diminuição de 19% em relação ao 3T22. Assim, a margem Ebitda ajustada atingiu 54,7% no trimestre, queda de 4,4 p.p. ante a margem registrada em 3T22.
“No terceiro trimestre, fomos capazes de alcançar resultados sólidos decorrentes de iniciativas empreendidas que demonstram o nosso compromisso com a excelência operacional e com o crescimento sustentável”, disse a empresa em seu release de resultado.
Receita
Assim, a receita líquida somou R$ 747,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, recuo de 7% na comparação com igual etapa de 2022.
Além disso, a produção média no período foi de 28,0 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) no 3T23. Assim, com um crescimento de 7% ante 2T23. Segundo a empresa, o custo médio de produção por barril de óleo equivalente (boe) foi de R$ 59,29 no 3T23. No comparativo com 2022, houve uma redução de 2%.
Com isso, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre de 2023. Ou seja, uma elevação de 6% sobre as perdas financeiras da mesma etapa de 2022.
Por fim, a dívida líquida da companhia fechou em R$ 802,9 milhões, ao final do mês de setembro. Contra um caixa líquido de R$ 84,1 milhões de um ano antes.
“Ressalte-se que os resultados do trimestre não foram ainda melhores em razão das inesperadas restrições temporárias na capacidade de recebimento de petróleo e gás natural do Ativo Industrial de Guamaré (AIG), operado por terceiro. A companhia foi resiliente e desenvolveu ações que mitigaram os impactos operacionais e comerciais adversos, tendo atuado no sentido de manter ou desenvolver alternativas de escoamento e destinação de sua produção para novos clientes. Com base nas informações divulgadas pela operadora do AIG, a Companhia espera uma normalização nas atividades de refino até o final do quarto trimestre de 2023.”
Análise de resultado RECV3 (3T23)
Renato Reis, analista fundamentalista da DVinvest, que faz análises dos resultados corporativos para o It’s Money, diz que, operacionalmente, a empresa foi bem. Isso porque conseguiu aumentar sua produção em 7,0% quando comparada ao 3T22, fruto da perfuração de novos poços em Potiguar e no polo Bahia.
Além disso, o custo de extração reduziu, algo bastante positivo. Por outro lado, os diversos hedges realizados pela companhia, travando o preço em US$ 55, machucam o resultado.
“A queda no preço alvo se deu por um aumento no endividamento, mas no preço atual, começo a ver uma oportunidade melhor no papel.”


Redação It's Money
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