Onde Investir Primeiros Passos

6 tipos de Fundos de Investimentos que você precisa conhecer

6 tipos de Fundos de Investimentos que você precisa conhecer
  • Publicado em 6 de novembro de 2022

Você conhece os tipos de fundos de investimentos disponíveis no mercado? 

Existem diferentes modalidades de fundos que atendem às necessidades da demanda do mercado e aos perfis de investidores.  

Para você ter uma ideia, há cerca de 20 mil fundos de investimento disponíveis no Brasil, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

No entanto, todos eles possuem uma característica em comum: reúnem uma série de ativos em um mesmo investimento, divididos em forma de cotas entre os investidores. 

Uma maneira descomplicada e prática de diversificação de carteira, com oportunidades para perfis conservadores, moderados ou agressivos.  

 Confira a seguir os 6 tipos de fundos de investimentos mais comuns no mercado. 

1 – Fundos de Investimentos em Renda Fixa (FIRF) 

Os fundos de investimentos de renda fixa possuem carteiras com pelo menos 80% do patrimônio focados em ativos relacionados às oscilações da taxa de juros, índices de preços, ou ambas as opções. 

Eles ainda são divididos em diferentes subcategorias, a depender da política de investimento aplicada: 

Fundo de renda fixa simples 

 O fundo de renda fixa simples contém no mínimo 95% do patrimônio aplicado em títulos públicos federais. São vetados investimentos no exterior ou concentração em crédito privado. 

Esse tipo de fundo geralmente é disponibilizado na internet para facilitar o acesso ao investidor, sem a necessidade de firmar o termo de adesão ou passar pelo questionário de suitability, que determina o perfil de investidor.  

Fundo de renda fixa de curto prazo 

 O fundo de renda fixa de curto prazo é considerado uma opção conservadora, assim como os fundos simples.  

No entanto, ele permite um portfólio mais sofisticado, visto que a carteira pode conter títulos privados de baixo risco de crédito. 

Além disso, o fundo de curto prazo ainda tem permissão para incluir cotas de fundos de índice que apliquem em públicos ou privados, além de operações com títulos públicos federais. 

Ademais, existe outra diferença quanto ao prazo de vencimento dos títulos integrantes no fundo, que precisa ser de 375 dias, no máximo. 

Assim, o prazo médio do portfólio precisa ser abaixo de 60 dias. 

Fundo de renda fixa referenciado 

O fundo de renda fixa referenciado tem como característica principal seguir um índice de referência, conhecido também por benchmark. 

Um exemplo são dos “fundos DI”, que acompanham as oscilações diárias dos juros praticados pelas instituições financeiras. 

Assim como os demais subgrupos de fundos de renda fixa, o fundo referenciado também segue algumas regras.  

Como é o caso o percentual do portfólio focado em ativos indexados algum indicador do mercado, que deve ser de 95%.  

Além do mais, a carteira precisa conter pelo menos 80% investidos em títulos públicos federais, ativos de renda fixa de baixo risco de crédito ou cotas de fundos de índice que apliquem em ativos com esses atributos. 

Fundo de renda fixa de dívida externa 

Os fundos de dívida externa, como o próprio nome diz, aplicam no mínimo 80% do patrimônio em títulos da dívida externa do Brasil.  

Esse tipo de fundo não pode manter recursos no Brasil, o que é permitido somente em casos isolados ou previamente acordados em regulamentação.  

2- Fundos de Investimentos em Ações (FIA) 

Os fundos de investimentos em ações possuem no mínimo 67% do patrimônio focado em fundos de ações.  

Assim, eles podem ser uma ótima oportunidade para entrar na bolsa de valores, mesmo sem ter um conhecimento mais aprofundado sobre o mercado.  

No entanto, os fundos de ações são considerados ativos de maior risco. Assim, geralmente são mais recomendados para investidores com os perfis moderado e agressivo.  

Por outro lado, a exposição menos conservadora ao risco pode trazer rendimentos mais robustos aos cotistas.   

3 – Fundos de Investimentos Multimercados (FIM) 

 Os fundos de investimentos multimercados são mais sofisticados e permitem a adoção de variadas estratégias de diversificação.  

Assim, eles incluem alguns fatores de risco e, por isso, são mais indicados para investidores com perfis moderado e agressivo.  

De forma geral, os fundos multimercados podem expor a carteira a diferentes ativos, como renda variável, renda fixa, câmbio, etc. 

Além disso, também são permitidos o uso de derivativos para alavancagem ou proteção da carteira, buscando otimizar a rentabilidade dos investimentos.  

4 – Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) 

Os fundos de investimento imobiliários, mais conhecidos por FIIs, são uma forma indireta de investir no mercado imobiliário, sem a necessidade de adquirir propriedades físicas.   

Dessa maneira, os FIIs permitem a aquisição de cotas de grandes empreendimentos imobiliários, como: 

  • Shoppings; 
  • Lajes corporativas; 
  • Hospitais; 
  • Bancos; 
  • Escolas; 
  • Galpões logísticos. 

Os cotistas recebem 95% dos rendimentos dos aluguéis dessas propriedades, algumas vezes de forma mensal.   

5 – Fundos de Investimentos no Exterior (FIE) 

Os fundos de investimentos no exterior são compostos por fundos constituídos em outros países, uma opção simples e prática de expor o portfólio ao mercado internacional. 

A principal vantagem é investir em moedas e economias fortes, sem a necessidade de abrir conta no exterior para isso.  

Entre as opções disponíveis no mercado, destacam-se:  

  • ETFs (fundos de índice); 
  • Ações americanas; 
  • Fundos Cambiais. 

6 – Fundos de Investimentos em Previdência Privada 

Os fundos de investimentos em previdência privada oferecem ótimas oportunidades para estratégias de longo prazo, principalmente para quem deseja receber uma renda extra para o futuro.   

Existem dois tipos de planos de previdência privada, cada um deles com características diferentes:   

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) 

O PGBL é mais recomendado para o investidor que faz a declaração completa do imposto de renda, com a possibilidade de reduzir até 12% da renda bruta anual tributável.  

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) 

Diferente do PGBL, o VGBL é mais recomendado para quem entrega a declaração de imposto de renda simplificada.  

O VGBL tem as características de um seguro de vida e também permite a economia de imposto de renda.   

Nos dois tipos de previdência privada, o investidor pode escolher entre as tabelas progressiva e regressiva de alíquota de IR. 

Além disso, outra vantagem é que os fundos de previdência não sofrem o come-cotas, uma cobrança de tributos duas vezes por ano, direto da fonte, que incide nas outras modalidades de fundos.  

Qual o melhor tipo de fundo de investimento?  

Não existe resposta exata para essa pergunta. O melhor tipo de fundo de investimento depende do perfil de investidor e objetivos no curto, médio e longo prazo.  

Apesar da grande variedade de produtos disponíveis no mercado, o investidor precisa ficar atento quanto às características de cada um deles, avaliando a melhor opção para o seu momento de vida.  

Entretanto, essa escolha não precisa ser feita de forma isolada, existes especialistas altamente capacitados para a auxiliar na montagem da sua carteira de investimentos.

Written By
Redação It's Money

A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.