Como fazer previdência privada: passo a passo

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Como fazer previdência privada: passo a passo

5 dez 2022Última atualização: 20 junho 2024

Redação It's MoneyRedação It's Money

Você quer fazer previdência privada, mas não sabe por onde começar? Preparamos um passo a passo prático para você começar a investir no seu futuro o quanto antes.  

Esse guia vai te ajudar a entender como escolher o melhor plano de acordo com seu perfil de investidor e objetivos.  

Boa leitura!  

1- Coloque seus objetivos no papel 

Antes de mais nada, você precisa saber com clareza quais são seus objetivos ao investir em previdência privada. 

Geralmente, esse tipo de ativo é escolhido para atingir metas de médio a longo prazo, como: 

  • Complementar a aposentadoria do INSS; 
  • Garantir a faculdade dos filhos; 
  • Fazer uma viagem dos sonhos; 
  • Comprar um imóvel na praia.  

Além disso, você precisa responder algumas perguntas: 

  • Com quantos anos quero um rendimento mensal?  
  • Quanto dinheiro vou investir por mês?  
  • Quando pretendo resgatar o dinheiro?
  • Quanto preciso acumular para realizar meus objetivos? 

Ao deixar tudo anotado em um papel ou em uma planilha, fica muito mais fácil definir a sua estratégia, que pode ser feita com a ajuda de um especialista em investimentos.  

2- Defina uma data para a aposentadoria 

Seu objetivo é complementar a aposentaria? Então, você precisa definir uma data para isso, o que servirá como um ponto de partida para o seu planejamento. 

Uma dica é fazer as contas da aposentaria pelo INSS, e planejar a sua previdência privada na mesma época. Assim, você não terá o seu padrão de vida prejudicado.  

No entanto, mesmo que sua aposentadoria esteja prevista para daqui 30 anos, por exemplo, não demore muito para iniciar a aplicação. Quanto antes você começar, melhor. 

Isso porque os juros compostos, os famosos juros sobre juros, fazem uma grande diferença no longo prazo na previdência privada. 

3- Calcule um valor para investir por mês 

O valor reservado para seus investimentos precisa ser o primeiro “boleto” a ser pago todo o mês.  

Assim, você não compromete esse dinheiro com despesas que não estavam no seu orçamento inicial.  

Para isso, coloque tudo no papel:  

  • gastos fixos; 
  • gastos variáveis; 
  • salário. 

Enfim, tudo o que entra e sai do seu orçamento.  

A partir daí, você pode ter uma ideia de quanto será o “boleto” mensal para garantir a sua tranquilidade no futuro. 

Como falamos anteriormente, tente manter um valor fixo todo o mês, para tirar proveito dos benefícios dos juros compostos.  

No caso de aumento da renda ou entrada de algum dinheiro inesperado, você pode acrescentar um valor adicional nas aplicações mensais ou até mesmo fazer um aporte maior esporádico.  

Investidores que escolhem pela modalidade PGBL, por exemplo, geralmente reservam até 12% dos rendimentos para aportes em previdência privada. 

Assim, eles também usam os benefícios fiscais. No entanto, o percentual pode variar caso a caso, dependendo de cada objetivo.  

Mais uma vez, todo esse estudo pode ser feito com o suporte de especialistas.  

Esses profissionais ajudam a definir uma fatia ideal da sua carteira focada em previdência, além do valor recomendado de investimento de acordo com seu perfil e momento de vida. 

4- Conheça os tipos de previdência privada 

Você pode escolher entre os dois principais tipos de previdência privada disponíveis no mercado: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). 

Cada um deles tem características próprias, mas o principal ponto que os diferenciam é a forma de tributação.  

PGBL  

PGBL é a sigla para Plano Gerador de Benefício Livre, mais recomendado para quem entrega a declaração de Imposto de Renda completa, pois a tributação incide sobre os aportes realizados e os juros acumulados. 

Além disso, o PGBL permite o abatimento de até 12% do valor investido no ano anterior, assim como o que acontece com os gastos com educação e saúde, por exemplo. 

VGBL 

VGBL é a sigla para Vida Gerador de Benefício Livre, a opção mais indicada para o investidor que entrega a declaração simplificada de IR. 

Essa modalidade tem tributação apenas sobre os rendimentos e não pode ser abatida no Imposto de Renda. 

No entanto, uma pessoa que tenha uma previdência PGBL com abatimento de 12% da renda anual também pode contratar um VGBL para pagar a alíquota somente sobre os rendimentos. 

5 – Avalie os custos 

Além dos impostos que incidem sobre a previdência privada, existem outros custos que precisam ser avaliados, como as taxas de carregamento e administração, que podem variar conforme a instituição financeira escolhida.  

Taxa de carregamento 

A taxa de carregamento visa pagar os custos administrativos dos fundos e incide sobre cada movimentação realizada nos investimentos. 

Há duas formas de cobrança: taxa de entrada e de saída, que ocorrem quando você aplica ou retira seu dinheiro dos fundos. 

Entretanto, esses valores oscilam de acordo com cada instituição, sendo que algumas delas isentam o investidor da cobrança ou colocam valores mais acessíveis.  

Taxa de administração 

Por outro lado, a taxa de administração é obrigatória e cobrada por todos os bancos ou corretoras.  

Ela tem como objetivo remunerar as instituições por meio de um percentual anual sobre o total da aplicação.  

A taxa de administração fica por volta de 2%, mas os valores podem chegar a 0,6%. 

6- Contrate seu plano 

Depois de avaliar todos os pontos citados acima, chegou a hora de contratar o seu plano!  

Isso pode ser feito por meio de um banco tradicional ou pelas plataformas abertas, como a XP Investimentos.  

Além do mais, você ainda pode contar com a ajuda de um assessor de investimentos de confiança, que faz um estudo aprofundado sobre o plano mais adequado para o seu perfil. 

Por fim, investidores iniciantes ainda podem entrar em planos com aportes que iniciam em R$100,00, como é o caso do Fundo Arca, criado pelo investidor e influenciador Thiago Nigro.  

O Fundo Arca nasceu de uma  metodologia inteligente de diversificação, testada e comprovada em diversos países. 

Essa estratégia divide a carteira em 4 classes de ativos diferentes (ações locais, real state, caixa e ações internacionais), garantindo mais segurança e performance ao investidor.  

Ou seja, o fundo está prontinho para você começar a investir de forma simples e rápida.  

Para receber mais informações sobre o Plano Arca, basta clicar aqui! 

Assista abaixo um bate-papo com Wagner Vieira, CEO da Blue3 Investimentos, e Thiago Nigro, influenciador digital sobre finanças, investimentos e negócios e criador do Fundo Arca.

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A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.

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