Educação Financeira

Como guardar dinheiro para casar?

Como guardar dinheiro para casar?
  • Publicado em 7 de novembro de 2022

Guardar dinheiro para casar não é uma tarefa complicada se você se organiza. E tudo começa com a principal pergunta: quanto custa exatamente um casamento? 

Nesse conteúdo te ajudaremos a entender como isso tudo funciona e te daremos algumas dicas de como guardar dinheiro para que o grande dia seja perfeito! Acompanhe. 

Quanto dinheiro é preciso para se casar?

A quantidade de dinheiro que você precisa para se casar varia de acordo com o tipo de festa, local e o número de convidados. Em outras palavras, a faixa de despesas com uma cerimônia tradicional é ampla: um casamento pode custar de R$10 mil a R$300 mil

De acordo com pesquisas de especialistas, os casamentos brasileiros têm em média cerca de 160 pessoas. Sendo que os casais gastam aproximadamente R$215 por convidado.

Outro  relatório do setor apontou que na região Sudeste do Brasil, por exemplo, os casais geralmente investem em média quase R$40 mil para se casarem. No entanto, existem casamentos cujo custo chega a R$300 mil. 

Assim, é possível ter uma ideia de quanto dinheiro é preciso. Mas, como você pôde perceber, para definir um número exato dos custos é necessário estabelecer alguns critérios básicos da celebração. 

Por isso, a recomendação é definir a quantidade de convidados, o padrão da festa e o orçamento disponível. E a partir desse momento, pesquisar e se organizar.

O que precisa para casar?

A melhor maneira de saber exatamente quanto custa casar é pesquisar tudo o que é preciso para realizar o casamento. E então, para cada etapa é possível estipular um custo, levando em consideração o número de convidados. 

Portanto, veja as nossas dicas para começar a se preparar para o casamento e saber quanto de capital você precisa levantar.

Planejamento

A fase do planejamento é muito importante para que tudo saia dentro dos conformes, e essa etapa te acompanhará até dias antes da cerimônia. Em média, o tempo de planejamento para um casamento é de 14 meses, podendo variar de acordo com o tamanho da festa e o lugar.

Comece definindo a lista de convidados e veja se o número de pessoas faz sentido para o seu orçamento. Depois, é preciso pensar também na parte burocrática, que é a documentação.

O que precisa para casar no civil

O ponto de partida é escolher qual será o regime de bens do casal, porque isso vai ser informado na hora de registrar o casamento. Então, vale a pena ter essa conversa prévia para que os noivos já cheguem ao cartório decididos e alinhados. 

O regime pode ser comunhão parcial de bens (o que for adquirido depois do casamento é dividido igualmente), comunhão universal de bens (tudo é dos dois), ou separação total de bens (não há partilha de bens). 

Documentos no cartório

Depois de definir o regime de bens, é preciso que os noivos sigam até um cartório de registro civil aproximadamente dois meses antes da cerimônia para dar entrada no pedido de casamento, procedimento que antecede a celebração civil.

Para essa etapa, geralmente são solicitados os documentos:

  • CPF original;
  • Certidões de nascimento originais;
  • RG, cópia original e autenticada;

E aqui já começam os custos: além das autenticações realizadas nas cópias dos documentos pessoais, muitas vezes é preciso emitir uma via atualizada da certidão de nascimento. 

Vale lembrar que a documentação solicitada pode variar de acordo com o cartório, por isso é necessário verificar diretamente com o órgão da cidade.

Custo do casamento civil

Além da documentação que citamos anteriormente, há o custo do casamento em si. 

Esse  valor a ser pago depende do cartório, do regime de bens escolhido e também do tipo de cerimônia. Em São Paulo, por exemplo, os custos do casamento civil começam em torno de R$500.

O que precisa para casar na igreja

O custo para casar na igreja pode variar de R$400 a R$10 mil. As taxas dependem da igreja e da cidade . Algumas igrejas são bastante disputadas e por isso é preciso reservar a data com meses de antecedência. 

Além disso, para casar na igreja o casal precisa falar com o responsável pela unidade para marcar a data, pedir a emissão do certificado de casamento e fazer o curso de noivos, que a maioria das igrejas exige.

Uma ideia interessante é combinar com os outros noivos que se casarem na igreja, no mesmo dia, sobre a decoração e a música – que costumam ser gastos adicionais. Os casais do dia costumam dividir essas despesas, o que é uma vantagem.

O que precisa para festa de casamento

Festas de casamento podem ser bem diferentes umas das outras, mas há alguns elementos que sempre estão presentes. Veja o que geralmente entra na conta de uma cerimônia tradicional, para você saber por onde começar a orçar: 

  • Convites;
  • Salão ou locação do espaço;
  • Vestido de noiva e traje do noivo (considere roupa, sapatos e acessórios);
  • Buquê;
  • Maquiagem e cabelo;
  • Alianças;
  • Bolo;
  • Fotógrafo;
  • Decoração (flores, toalhas, tapetes, etc);
  • Comida;
  • Bebida;
  • Mesas e cadeiras;
  • Música (DJ ou banda).

É claro que os noivos podem cortar alguns itens da lista (como cabelo e maquiagem) para diminuir os custos. Mas se a ideia é fazer uma festa com amigos e familiares, mesmo que pequena, o esperado é que contenha quase todos os itens dessa lista.

Como um casal deve guardar dinheiro?

De acordo com o Relatório Global de Casamentos de 2019, 47% dos casais brasileiros pedem um empréstimo ou usam o cartão de crédito para pagar as despesas da comemoração.

Para evitar começar a vida de casado com dívidas, o ideal é se organizar financeiramente antes do casamento. Assim, é possível guardar dinheiro para pagar as despesas com antecedência ou à vista. 

1 – Fazendo o planejamento financeiro

O primeiro passo é colocar números no papel. Se vocês pretendem pagar as despesas juntos, façam uma relação do dinheiro que já tem guardado, dos ganhos, gastos e dívidas (se houver) de cada um. 

Definam quanto sobra e quanto conseguem poupar por mês. O planejamento financeiro é fundamental em situações como essa.

2 – Poupando dinheiro

Depois de ter tudo anotado, façam também uma estimativa de quanto irão gastar, baseado no número de convidados e no tipo de festa que querem. 

Feito isso, é hora de começar a poupar ao máximo e quitar as dívidas. Nessa fase, é melhor evitar fazer compras parceladas ou no cartão de crédito.

Para ter um controle maior do dinheiro que o casal está guardando, pode ser interessante concentrá-lo numa conta separada da conta corrente.

3 – Negociando com fornecedores

Uma dica interessante é começar a cotar com fornecedores os itens necessários para a cerimônia e negociar descontos para pagamento à vista. Eles costumam dar cerca de 10%. No montante geral das despesas com a celebração, faz diferença.

Outra prática comum dos fornecedores é cobrarem metade do valor na assinatura do contrato, e outra metade no dia do evento. Mesmo assim é bom ter o valor total em mãos e não deixar para a última hora.

4 – Buscando renda extra

Entretanto, mesmo poupando as economias e negociando valores, pode não ser o suficiente para pagar uma festa de casamento dentro do prazo desejado. 

Quando isso acontece, às vezes é possível buscar por alternativas para ter uma renda extra, como vendendo algo de menor importância ou prestando algum serviço no contra-turno.

Outra solução interessante para ter mais rendimentos é investir o dinheiro para fazer o capital aumentar um pouco mais rapidamente.

Como juntar dinheiro para casar em 6 meses

Juntar dinheiro para casar em 6 meses é uma missão que vai depender muito do tamanho da festa e do quanto o casal já têm. Como o prazo é bastante curto, é necessário economizar ao máximo, pesquisar bastante para garantir os melhores preços e negociar sempre que for possível.

Além disso, é interessante considerar investimentos em ativos de renda fixa pós-fixados para levantar um capital maior do que se o dinheiro ficasse rendendo apenas na poupança. Isso porque tais investimentos são considerados seguros a curto prazo e rendem mais que a caderneta.

Investimentos recomendáveis neste caso:

  • LCI (Letras de Crédito Imobiliário): existem títulos que podem ser resgatados depois de 6 meses e rendem acima de 100% do CDI. É seguro porque é protegido pelo FGC e tem isenção de Imposto de Renda. 
  • LCA (Letras de Crédito do Agronegócio): também são isentas de IR. A data de vencimento é definida na compra, então você pode optar pelas de 6 meses. Costumam ter um aporte mínimo um pouco superior ao LCI.
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): existem CDBs de liquidez diária, por isso, seu dinheiro pode ser resgatado quando você quiser. Alguns CDBs costumam ter rentabilidade acima de 130% do CDI. Também é bastante seguro.

Como juntar dinheiro para casar em dois anos

Juntar dinheiro para casar em dois anos também exige corte de gastos superficiais, mas nesse caso já é possível investir numa cerimônia maior porque há mais tempo para reunir os recursos necessários. Inclusive, contando com os investimentos para isso.

Nesse ponto é interessante salientar que dois anos ainda é considerado curto prazo no universo dos investimentos. 

Mas mesmo assim, há algumas opções que trazem rentabilidade interessante se o capital permanecer rendendo durante todo o período.

  • CDB pode ser uma boa opção de investimento, porque ele atinge a alíquota mínima de Imposto de Renda (15%) depois de 720 dias, ou seja, quase dois anos.
  • Tesouro Direto Selic: um dos mais seguros a curto prazo com um rendimento bom, mesmo com a Taxa Selic em queda. Pode ser resgatado a qualquer momento.
  • Fundos de Curto Prazo: são de baixo risco, e sua rentabilidade varia em relação ao CDI ou à Taxa Selic. Vale a pena buscar um com carência próxima de dois anos e com uma taxa de administração baixa.
  • Fundos multimercado: caso estejam dispostos a arriscar um pouco mais, os fundos multimercados podem trazer rendimentos bem interessantes. Aqui, aplica-se em bolsa de valores, câmbio, renda fixa, etc. Vale lembrar que é necessário buscar por um que tenha possibilidade de resgate dentro de dois anos.

Como juntar dinheiro para morar junto

Casados formalmente ou não, aqueles que querem construir um futuro junto geralmente moram juntos, não é mesmo? E para isso também é preciso juntar dinheiro.

O número de casais jovens que moram juntos sem se casar no papel ou na igreja aumentou 25% entre 2008 e 2018 no Reino Unido, de acordo com estatísticas. 

Esse indicador mostra que muita gente tem optado por concentrar esforços em dividir uma casa ao invés de investir na cerimônia de casamento.

É considerada uma opção moderna e mais econômica, mas que também depende de planejamento financeiro. Antes de tudo, é preciso sentar e conversar sobre dinheiro: entender quanto cada um ganha, quanto gasta, e quanto pode pagar por mês de despesas com o lar. 

  • Morando juntos, o casal também acaba economizando automaticamente – pelo fato de não terem que pagar dois aluguéis, duas contas de luz, água, etc. Mas é preciso ter foco para não gastar demais em móveis e decoração quando o objetivo é reduzir custos.
  • Afinal, mesmo para morar junto sem se casar, é preciso juntar dinheiro para os gastos com mudança, para comprar móveis e fazer ajustes na casa. 
  • Para isso funcionar bem, a dica é estabelecer um prazo, um valor que condiga com as despesas e um extra para emergências.
  • Para manter as finanças organizadas e as contas em dia, você pode contar com a ajuda de uma planilha ou de aplicativos de finanças. 

Investimento para casamento: como investir para casar

Quando vamos fazer um investimento, há algumas coisas importantes que devemos levar em consideração: 

  1. a liquidez (ou o tempo até retirar o dinheiro);
  2. o nível de risco;
  3. e a rentabilidade. 

É preciso achar um equilíbrio entre esses três pilares, dentro da sua realidade, para chegar ao melhor tipo de investimento para o seu casamento. 

Assim, a dica é fazer um balanço entre objetivos pessoais e financeiros. Por exemplo: 

  • Eu quero casar daqui a 12 meses, posso assumir um risco moderado no investimento e preciso de R$ 50 mil. 

Ao realizar essa reflexão, você definiu a liquidez, o risco e a rentabilidade. 

E a partir daí você pode procurar por investimentos que te dê essas condições – ou o mais perto possível disso. Também vai contar muito, obviamente, o quanto de capital você tem para investir. 

Investimentos a curto prazo

Se o que você precisa é de um investimento de onde possa resgatar o dinheiro rapidamente e com baixo risco, considere investir nos produtos que mencionamos há pouco:

  • LCI
  • LCA
  • CDB
  • Tesouro Direto
  • Fundos de curto prazo

Esteja sempre atento às carências, prazos para resgate e taxas cobradas – inclusive impostos. 

Investimentos a médio prazo

Médio prazo são os investimentos de dois a cinco anos de duração. Não são tão comuns entre aqueles que estão poupando para casar, mas, para casais que gostam de planejamento financeiro, pode ser uma boa opção para juntar um bom dinheiro.

Aqui, além dos LCIs, LCAs e CBDs que também funcionam a médio prazo, podemos citar os fundos multimercados com um prazo de resgate maior. Quando é assim, a rentabilidade costuma ser mais interessante.

Com este prazo também já dá para considerar investir em alguns tipos de ações, principalmente naquelas menos voláteis.

Investimentos a longo prazo

Mesmo depois do casamento, você e a sua pessoa favorita podem (e devem) continuar investindo. O objetivo pode ser comprar uma casa maior, garantir a aposentadoria, ou quem sabe poupar para garantir o futuro dos herdeiros.

Para isso, recomenda-se escolher investimentos acima de 10 anos. Alguns exemplos são:

Por onde começar?

Como você viu, são muitas opções de investimentos disponíveis no mercado e pode ser difícil escolher as melhores. 

Para ajudar nessa missão e aumentar as chances do dinheiro render mais, você pode contar com a orientação de uma assessoria de investimentos como a Blue3Aproveite e entre em contato com os especialistas que podem assessorar seus investimentos para que você consiga juntar ainda mais dinheiro para seu casamento e outros objetivos futuros.

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Redação It's Money

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