Bolsa de Valores Onde Investir

Como investir em renda variável

Como investir em renda variável
  • Publicado em 26 de agosto de 2022

Investir em renda variável pode ser um dos melhores caminhos para ver o dinheiro render de verdade. E se esse é o seu objetivo, está no lugar certo.

Primeiramente, podemos começar lhe contando que o ponto de partida é descobrir o seu perfil de investidor.

Afinal, quem investe na bolsa de valores precisa estar preparado para a volatilidade do mercado. Ademais, é preciso ajustar a rotina, criar novos hábitos de consumo e se organizar financeiramente. 

A partir daí, investir em renda variável se transforma em um hábito natural – o que é excelente, já que trata-se de uma opção que contribui com vários objetivos diferentes. Por exemplo: 

  • Comprar uma casa;
  • Comprar um carro;
  • Viajar;
  • Buscar uma nova graduação ou especialização;
  • E até mesmo garantir recursos para o padrão de vida desejado a longo prazo. 

Isso porque os investimentos em renda variável costumam gerar mais valor para seu dinheiro, que praticamente passa a trabalhar para você

O que era R$2 vira R$4. E no longo prazo, por que não R$100?

Sim, com aplicações bem pensadas em renda variável, é possível sonhar com rendimentos interessantes desse jeito. Porém, nunca se esqueça que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. 

Além disso, vale reforçar que antes de mais nada, você estrar preparado para encarar o sobe e desde da bolsa. Lembre-se também que esta conteúdo tem como objetivo informar e não configura recomendação de investimento.

Vamos começar? Boa leitura!

O que é renda variável

A renda variável é uma classificação para investimentos que não possuem rentabilidade conhecida ou pré-definida.

Ou seja, você não sabe o retorno que terá ao começar a investir. Só sabe que se aplicar com estratégia, esse retorno pode ser alto.

Em outras palavras, pode continuar com o mesmo valor que investiu, pode conquistar ótimos resultados ou pode enfrentar algumas perdas que ocorrem conforme variações de mercado.

Isso acontece porque na renda variável o investidor se torna dono de parte de um produto ou de uma empresa. 

Ele terá retorno financeiro proporcional ao aporte realizado e, como em qualquer sociedade, esse retorno virá de acordo com os resultados gerados pelo negócio.

Ou seja: o rendimento varia, porque as condições e comportamento do mercado influenciam nos valores de produtos e marcas das quais o investidor, agora, também é um pouco dono. 

Resumindo, então, a renda variável é um tipo de investimento volátil e de maior risco. Mas a boa notícia é que costuma concentrar oportunidades altamente rentáveis.

O que é um pouco diferente da renda fixa. Falando nisso, você sabe diferenciá-las? Veja a seguir.

Renda variável x renda fixa

A renda variável, como vimos acima, é um tipo de investimento mais volátil, mas com potencial de maiores ganhos.

Já a renda fixa é, praticamente, o oposto.

Com ela você tem mais segurança quanto à rentabilidade do investimento, porque as taxas de juros pagas ao investidor são definidas no momento em que o dinheiro é aplicado. 

Só que essa segurança e previsibilidade faz com que a renda fixa, muitas vezes, não ofereça ganhos tão robustos. Geralmente, eles não vão além daqueles definidos inicialmente. 

Outro fator primordial quanto às diferenças entre as duas formas de investimento está relacionado à liquidez. 

É ela que define a facilidade de resgatar o valor investido. A renda variável oferece menor liquidez e a renda fixa, maior

Em outras palavras, na renda fixa é mais rápido de resgatar o dinheiro e na variável é necessário algum planejamento prévio.

Portanto, resumidamente, a renda variável é caracterizada por:

  • investimentos arrojados e com possibilidade de ganhos mais altos;
  • ideal para quem busca crescimento robusto do patrimônio;
  • interessante para quem pode lidar com aplicações de longo prazo e consegue acompanhar um pouco as mudanças do mercado.

Já a renda fixa é:

  • mais conservadora e com rendimento mais tímido;
  • de liquidez mais imediata;
  • costuma ser recomendada para uma reserva de emergência e para quem está começando a investir.

E ao ver a diferença entre as modalidades, você pode estar curioso quanto às vantagens e desvantagens da renda variável. Acertamos? 

Vamos conhecê-las.

Vantagens e desvantagens da renda variável

Veja a seguir algumas das principais vantagens e desvantagens de investir em renda variável.

Vantagens

1. Maior rentabilidade

Como destacamos acima, a renda variável oferece possibilidade de maior rendimento, pois seus juros não são pré-fixados. 

Eles variam conforme os resultados das empresas e instituições onde foram realizados os aportes financeiros. Assim, empresas com bons resultados em determinado período geram lucro aos seus investidores.

2. Variedade 

Embora a renda fixa ofereça diferentes opções de investimento, na renda variável o leque é bem maior.   

É possível participar do resultado de grandes corporações e até mesmo investir em moedas digitais.

Os dividendos também são outra possibilidade de ganho com alguns tipos de renda variável. 

Funciona assim: além do rendimento a ser pago em cima do valor aplicado, parte do lucro da empresa é repartido com os investidores durante o tempo em que eles deixam o dinheiro investido.

Basicamente, é uma oportunidade dupla de fazer o dinheiro render.

Desvantagens

1. Mais riscos

Os investimentos em renda variável oferecem mais riscos, como sabemos.

Por isso, devem ser bem estudados e acompanhados, garantido que as expectativas de ganho estejam alinhadas à realidade do mercado. 

Dessa forma, o investidor pode se preparar e tomar decisões mais acertadas. Ou seja, é necessário ter mais conhecimento, como veremos a seguir.

2. Necessidade de mais conhecimento 

Conhecer as especificidades de cada investimento e estar antenado às constantes variações do mercado faz parte da rotina de quem investe em renda variável. 

Dependendo da complexidade e risco do tipo de investimento escolhido, é preciso ter alguma familiaridade com as mudanças de mercado que influenciam a valorização das ações e dos ativos. 

E assim é possível aumentar as chances de resultados positivos e bastante vantajosos. 

Essas são algumas das vantagens e desvantagens da renda variável. E diante disso, você pode estar se perguntando: é seguro investir em renda variável? Respondemos.

É seguro investir em renda variável?

Apesar de não ter garantia de rentabilidade, investir em renda variável pode ser considerado seguro. 

Isso por que existem regulações e agentes fiscalizadores que contribuem para a segurança dos espaços onde são feitos os investimentos, como a Bolsa de Valores, por exemplo. 

No caso da instituição, há regras que envolvem desde a transparência das informações até a segurança na compensação e liquidação dos negócios que foram estabelecidos. 

Esta autorregulação também recebe o reforço da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia do governo federal para regulamentar, fiscalizar, julgar e punir possíveis agentes de mercado que não estão cumprindo as normas.

Outro ponto que destacamos no item anterior é a necessidade de conhecimento, certo?

Quanto a isso, é necessário desenvolver estratégias de investimentos a partir da análise do histórico de cada ativo e quais seus possíveis comportamentos futuros. 

E quem tem recursos para investir em renda variável mas não se sente seguro quanto à experiência ou conhecimento, não precisa deixar de ganhar dinheiro. Basta contratar uma assessoria profissional

E em quais os tipos de renda variável investir? Acompanhe! 

Tipos de renda variável

Além da possibilidade de rendimento robusto, a variedade de opções para investir é uma outra vantagem da renda variável. 

Existem produtos com maior risco, menor risco, maior liquidez e menor liquidez. Há produtos que pagam dividendos, há aqueles que rendem exponencialmente.

Conheça os principais.

Ações

É comum que as ações sejam o primeiro tipo de investimento de renda variável que vem à mente das pessoas. Faz sentido, porque é uma escolha antiga. 

Só para você ter ideia, historiadores acreditam que o mercado de ações surgiu há mais de 400 anos. 

E basicamente, investir em ações é investir em um pedaço de uma empresa à sua escolha. Isso significa que você compra uma fração do negócio e tem direito aos resultados obtidos por ele. 

Selecionar em qual empresa investir fica à critério do investidor, porém ela deve fazer parte da Bolsa de Valores – que é o espaço onde as operações acontecem de forma organizada e segura. 

Fundos Imobiliários 

Os Fundos Imobiliários (FIIs) são investimentos voltados para o mercado imobiliário, como o nome já indica.

Seja para a construção ou compra de imóveis que posteriormente serão alugados ou arrendados, esse é um tipo de investimento feito em conjunto com outros investidores. 

Inclusive, o investimento coletivo em que cada investidor é dono de uma parte trata-se da essência dos  fundos.

O retorno é proporcional ao dinheiro aplicado inicialmente por cada participante, que compra cotas negociadas por outro investidor ou que foram vendidas em ofertas públicas.


ETFs

ETFs é a sigla para Exchange Traded Fund, também conhecida como fundos de índices.

É um tipo de investimento voltado para a réplica de carteiras teóricas de indicadores de mercado

O objetivo desse tipo de investimento é obter um resultado similar à carteira dos respectivos índices, como Ibovespa e Índice Brasil.

Os ETFs são feitos também a partir da compra de cotas na Bolsa de Valores. 

Câmbios

Os câmbios são um tipo de investimento relacionado às operações com moedas estrangeiras

O investidor pode comprar e vender moedas, ou pagar e receber por serviços e produtos atrelados a elas.

Fundos Multimercados

Para investidores que gostam de variedade, os fundos multimercados podem ser uma ótima opção. 

Os fundos aplicam os recursos investidos em vários mercados – como ações, câmbio e fundos imobiliários. A ideia é centralizar em um mesmo aporte o resultado de vários ativos.

Os fundos multimercados são administrados por um gestor técnico que busca estratégias para potencializar resultados. 

Para compor a cartela do cliente, ele escolhe quais investimentos possuem maior rentabilidade de acordo com o cenário econômico e de juros.

Fundos de Ações (FIAs)

Como nos demais fundos, os fundos de ações (FIAs) é um investimento coletivo. 

E como você já deve estar imaginando, aqui o grupo de investidores aplica dinheiro em um fundo que reúne várias ações diferentes.

Na prática, o investidor compra cotas e recebe de acordo com a quantidade que comprou. E elas são administradas por um gestor que segue estratégias pré-definidas de acordo com o perfil e objetivos do fundo.

BDRs

A sigla para Brazilian Depositary Receipts, em português basicamente quer dizer Certificado de Depósitos de ações estrangeiras negociadas na Bolsa Brasileira, em reais. 

O nome quase explica tudo, mas para ficar bem claro: trata-se de uma forma de investir em ações de empresas de fora do país, daqui mesmo no Brasil e em reais. A operação de BDR acontece na Bolsa de Valores. 

Criptomoedas

As famosas moedas virtuais também são um tipo de investimento em renda variável. Elas são códigos, criados por blockchain, que podem ser convertidos em valores em dinheiro.

As transações, nesse caso, não são mediadas pelos bancos centrais e são protegidas pela criptografia. 

E agora que você conhece os principais tipos de investimentos em renda variável, veja como funciona o rendimento da principal delas: as ações.

Exemplos de renda variável

A rentabilidade dos investimentos de renda variável são voláteis e imprevisíveis, porém existem alguns caminhos para sua definição e nomeações específicas. Veja um exemplo de rendimento da mais famosa das rendas variáveis: as ações.

Ações

Quando uma empresa abre capital na Bolsa de Valores, movimento chamado IPO (Oferta Pública Inicial), são oferecidas as ações dela pela primeira vez. 

As empresas estipulam, previamente, o valor inicial. Com o tempo, esse valor muda conforme o comportamento financeiro interno do negócio. 

Além disso, influências externas impactam a valorização da ação  – como inflação e política nacional.

Já a rentabilidade do investimento pode ser calculada a partir da consideração de alguns índices de mercado, como o Ibovespa. 

Nesse sentido, para saber quanto a ação rendeu é necessário calcular a porcentagem do valor que retorna ao investidor em cima da quantia que ele investiu.

Este valor é o bruto da rentabilidade. E deste valor ainda deve contabilizar o desconto a inflação do período, resultando no valor real da rentabilidade.

Como investir em renda variável

Existem alguns passos que você pode seguir para começar a investir em renda variável, são eles:

1. Conheça seu perfil e objetivo

Você pode deixar o dinheiro aplicado por algum tempo, para que as ações valorizem bastante? Você tem disposição ao risco? Pode lidar com perdas e esperar por ganhos?

Estas são algumas perguntas que você deve fazer a si mesmo para entender o que busca com o investimento e até onde pode ir. 

Além disso, suas respostas lhe ajudam a entender qual o seu perfil de investidor.  Descobrir esses dois pontos é o primeiro passo para investir em renda variável.

E por falar em perfil, veja quais são.

Tipos de investidor 

Existem três perfis básicos de investidor: conservador, moderado e arrojado.

O conservador é aquele que possui pouca disposição ao risco e prefere investimentos mais seguros, mesmo que o rendimento seja menor. 

Já o arrojado é o investidor mais experiente, que tem nos resultados sua prioridade.

E o moderado é aquele que gosta de diversificar, buscando tanto investimentos cuja vantagem é a previsibilidade, quanto investimentos mais imprevisíveis e rentáveis.

Agora que você já conhece, sabe qual é o seu?


2. Escolha investimentos que combinem com o seu perfil 

Dependendo do seu perfil de investidor, você terá maior ou menor propensão aos riscos. 

Então, pesquise os tipos de investimento, o funcionamento deles e os riscos envolvidos em relação à rentabilidade com foco em alinhar tais itens ao seu perfil.

3. Compre os ativos no banco ou na corretora

Para começar a investir, abra uma conta em uma corretora de valores ou em um banco. A dica é selecionar a instituição que oferece mais vantagens e comodidade.

É através desses agentes que você consegue acesso aos produtos financeiros, tanto os de operações nacionais como internacionais. 

4. Busque assessoria financeira

O ideal para começar a investir em renda variável é contar com assessoria especializada, como a Blue3, por exemplo. 

Isso porque uma assessoria profissional tem conhecimento técnico e mercadológico para ajudar na escolha da carteira de investimentos que mais combina com você e com seu objetivo.

Melhor renda variável para investir 

A melhor renda variável para investir é aquela que combina com seu perfil, metas e limitações

Por isso, a dica é identificar o tipo de investimento que atenda suas expectativas, que respeite sua identidade de investidor e fique dentro de seu orçamento.

Além disso, é importante escolher um caminho em que você se sinta seguro, pois mesmo que a aplicação possa oferecer riscos, com conhecimento você tende a fazer as escolhas certas. 

Por fim, se você não tem tempo para se aprofundar no mercado e aproveitar as oportunidades, mas tem vontade de ver seu dinheiro trabalhando por você, pode contar com a expertise de assessores de investimento.

Written By
Redação It's Money

A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.