Brand Impersonation: conheça a fraude por trás de golpes da Black Friday

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Brand Impersonation: conheça a fraude por trás de golpes da Black Friday

21 nov 2024Última atualização: 10 setembro 2025

Redação It's MoneyRedação It's Money
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A Black Friday 2024 promete ser um dos eventos mais lucrativos para o comércio brasileiro, com previsão de faturamento de R$ 9,3 bilhões, segundo a Neotrust. No entanto, o período também se destaca pelos riscos crescentes de fraudes digitais, especialmente a prática de Brand Impersonation, que tem ganhado sofisticação e escala nos últimos anos.

Essa estratégia consiste na replicação da identidade de marcas reconhecidas para enganar consumidores.

De acordo com um levantamento recente da Branddi, só no "esquenta" para a Black Friday deste ano, mais de mil sites fraudulentos já foram identificados no Brasil, utilizando nomes de marcas como McDonald's, Nike e Amazon.

Além disso, de acordo com a mesma pesquisa, o número de páginas falsas triplicou em relação a 2023, expondo consumidores e empresas a prejuízos significativos.

O que é Brand Impersonation?

Em suma, o Brand Impersonation é uma prática fraudulenta que explora a confiança dos consumidores em marcas conhecidas. Entre as principais táticas citadas na pesquisa da Branddi estão:

  • Domínios falsos: Sites com endereços similares aos oficiais, contendo variações como "promo" ou "blackfriday".
  • Anúncios pagos: Golpistas utilizam plataformas como Google Ads e MetaAds para impulsionar sites fraudulentos.
  • Imitação visual: Layouts e elementos gráficos replicados para enganar o consumidor.
  • Deepfakes: Criação de vídeos falsos com influenciadores ou representantes da marca.
  • Promoções irresistíveis: Descontos exagerados, com pagamentos incentivados via PIX.
  • Perfis falsos em redes sociais: Anúncios patrocinados e interações que simulam a comunicação oficial.

Impactos para marcas e consumidores

Os golpes não afetam apenas os consumidores, mas também causam prejuízos significativos para as marcas legítimas. Entre os principais impactos apontados no estudo estão:

  • Danos à reputação: Associações negativas podem comprometer a confiança na marca, afastando clientes.
  • Sobrecarga no atendimento: O aumento de reclamações e dúvidas pode elevar em até 3.000% a demanda por suporte.
  • Redução nas vendas futuras: A desconfiança gerada pelos golpes pode diminuir o engajamento e as vendas.

Como proteger sua marca?

Por fim, para mitigar os riscos do Brand Impersonation, empresas podem adotar as seguintes medidas, de acordo com orientações dos pesquisadores da Branddi:

  1. Monitoramento contínuo: Utilize ferramentas para rastrear o uso indevido da marca em novos domínios e anúncios.
  2. Educação do consumidor: Informe os clientes sobre como identificar promoções legítimas.
  3. Ação rápida: Solicite a remoção de páginas e perfis falsos nas plataformas.
  4. Parcerias com instituições financeiras: Trabalhe com plataformas de pagamento para bloquear contas suspeitas.
  5. Investimento em segurança digital: Fortaleça mecanismos de proteção da marca e rastreamento de atividades suspeitas.

Imagem: Ilustração Chat GPT/Sete Lagoas Notícias

Redação It's Money

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