A Importância dos ETFs de Títulos Públicos Atrelados à Selic para Brasileiros
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A Importância dos ETFs de Títulos Públicos Atrelados à Selic para Brasileiros
16 set 2026

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Entendendo os ETFs de Títulos Públicos
A democratização dos fundos negociados em bolsa, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), enfrenta desafios na comunicação com os investidores, especialmente no que diz respeito a como iniciar investimentos em meio a diversas opções e siglas. Nesse contexto, empezar com títulos públicos pós-fixados vinculados à taxa Selic, através de ETFs, se apresenta como uma opção vantajosa, oferecendo benefícios tributários e facilidades de reinvestimento em comparação com fundos abertos ou títulos do Tesouro Direto.
Opinião do Especialista
Cauê Mançanares, diretor-executivo da Investo, afirma: "Todos os brasileiros deveriam ter esse investimento, por ser o ativo livre de risco de curto prazo. Ele é a base de todo portfólio, porque tira volatilidade da carteira". Essa declaração foi feita durante um evento da B3 em São Paulo.
A Importância da Proteção Contra a Inflação
A inclusão de uma camada de proteção contra a inflação também é essencial. Mançanares explica: "Qual é aquele dinheiro que eu quero ter mais de dois anos investido? Eu não sei qual será a inflação nesse período, e você pode receber IPCA + 7% ou até IPCA + 8%, e proteger o poder de compra em relação à inflação".
Caminhos para o Investidor
Um passo posterior seria explorar opções de investimento mais sofisticadas, de acordo com o perfil do investidor. O executivo menciona que há diversas possibilidades, como Letras Financeiras, crédito privado, prefixados ou renda fixa internacional, que podem aumentar o risco e a chance de retorno. "Nem todos querem ir nessa direção. Você não precisa montar essa carteira de uma vez. Pode começar no simples, e adicionar complexidade com o tempo", completa.
Desafios do Mercado de Investimentos
Além da oferta de produtos, Willian May, diretor-executivo da Idex Analytics, destaca a questão da tributação como um obstáculo para o investidor brasileiro. Ele menciona que um ETF, cujo índice de referência seja composto apenas por debêntures de infraestrutura, enfrenta uma taxação de 25% no imposto de renda, enquanto um fundo aberto teria isenção.
May também ressalta que há desafios em construir a infraestrutura necessária para compor índices mais complexos. "A dificuldade não é montar um índice bonito, mas torná-lo replicável por um fundo", explica.
Nova Iniciativa no Mercado
Recentemente, a Idex Analytics anunciou a criação de um ETF de crédito privado, que será o primeiro da gestora Leto Asset Management, especializada em crédito, após seu desmembramento da JGP.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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