Dólar apresenta leve alta e mantém estabilidade em meio a tensões políticas e expectativas de juros
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Dólar apresenta leve alta e mantém estabilidade em meio a tensões políticas e expectativas de juros
16 set 2026

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Dólar fecha em alta de 0,14%
Na terça-feira, 15 de setembro de 2026, o dólar fechou com alta de 0,14%, cotado a R$ 5,154. O índice Ibovespa também registrou uma leve alta de 0,54%, atingindo 186.502,64 pontos. Essa movimentação se deu em resposta ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e às expectativas sobre a decisão da taxa Selic que será anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Expectativa de Super Quarta
Os mercados estão atentos à chamada “Super Quarta”, marcada para 16 de setembro, onde tanto o Brasil quanto os Estados Unidos anunciarão suas decisões sobre a taxa básica de juros. Segundo Marcos Bassani, especialista em investimentos, "o mercado aguarda a decisão de juros nos EUA. Acredito no aumento da taxa de juro. Isso mexe, sem dúvidas, com dólar e juro futuro".
Dólar estável apesar de crise no STF
No mesmo dia, a moeda americana se manteve estável, mesmo em meio a uma crise no STF e à iminente alta dos juros nos EUA. Ao fim do pregão, o dólar registrou leve alta, cotado a R$ 5,15. Apesar dos receios, os investidores demonstraram um apetite pelo risco, especialmente diante de tensões no Oriente Médio e o impacto no preço do petróleo, que aumentou a pressão inflacionária global.
Impactos no mercado internacional
- O preço do barril de petróleo tipo Brent subiu 2,90%, alcançando US$ 108,75.
- As tensões internacionais afetaram negativamente os mercados, com queda nos índices das bolsas americanas.
- Os Treasuries dos EUA, considerados investimentos seguros, demonstraram alta, resultando em uma tendência de valorização do dólar.
Movimento do dólar em meio à eleição
No dia 16 de setembro, o dólar mostrou um movimento de alta ao longo da tarde, mas terminou o dia com ligeira baixa, cotado a R$ 5,1514. O desempenho do real foi considerado um dos melhores entre as divisas, impulsionado por expectativas positivas acerca da eleição presidencial no Brasil, especialmente com as chances de vitória de Flávio Bolsonaro.
Repercussão do Fed
O Federal Reserve (Fed) elevou sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, atingindo a faixa entre 3,75% e 4%. O presidente do Fed, Kevin Warsh, adotou um tom firme em relação aos esforços para controlar a inflação, que impactou o mercado de câmbio global.
As expectativas de nova queda na taxa Selic pelo Copom, levando-a para 13,75% ao ano, ainda estão presentes, mas analistas sugerem que isso pode já estar precificado. Para o real, os próximos movimentos dependem mais das sinalizações do Banco Central sobre o futuro da taxa de juros.
Fontes
- Poder360
- Metrópoles
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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