Bitcoin acumula perdas históricas em ETFs e responde a mudanças no mercado

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Bitcoin acumula perdas históricas em ETFs e responde a mudanças no mercado

3 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Os ETFs de Bitcoin (BTC) à vista nos Estados Unidos registraram a maior saída mensal da história em junho, com resgates líquidos de US$ 4,5 bilhões. Essa retirada superou em 29% o recorde anterior, registrado em fevereiro de 2025, e se concentrou principalmente no IBIT da BlackRock, que teve US$ 3,55 bilhões em saídas. Os ativos líquidos desses fundos caíram para cerca de US$ 70,9 bilhões, ante picos acima de US$ 110 bilhões no início do ano.

O preço do Bitcoin acompanha a tendência negativa e fechou o primeiro semestre de 2026 com queda acumulada de cerca de 33%, sendo negociado próximo a US$ 58,5 mil, valor que não se via de forma consistente desde setembro de 2024. Este é o pior desempenho desde o último "inverno cripto" em 2022, quando mais da metade da oferta estava no prejuízo, dado que atualmente se repete segundo o VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, Fabricio Tota.

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Pressões de mercado e alterações estratégicas

A pressão vendedora nos ETFs indica perda de interesse dos investidores tradicionais, aumentando a volatilidade do Bitcoin. Analistas ressaltam que a saída de recursos tem relação direta com o cenário macroeconômico, em especial a política monetária dos Estados Unidos. A nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve reforçou uma postura mais rígida com relação à inflação e manutenção dos juros elevados, desviando o capital para setores como semicondutores e inteligência artificial.

No âmbito corporativo, a Strategy, maior detentora institucional de bitcoins, anunciou mudanças significativas na sua gestão financeira. A empresa abandonou o modelo do "nunca vender bitcoin" para adotar uma postura mais flexível, autorizando a venda de até US$ 1,25 bilhão em bitcoins para ampliar reservas de caixa, pagar dividendos e custos financeiros. Essa mudança foi motivada pela queda acentuada no preço do criptoativo e na desvalorização das ações da companhia, que inviabilizou a continuidade da estratégia anterior.

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Perspectivas para o curto prazo

Apesar do desempenho negativo, a semana iniciou com alta moderada no Bitcoin, que superou US$ 62 mil em momentos recentes. A diminuição da expectativa por novas altas nos juros americanos tem contribuído para um ambiente menos desfavorável, com o sentimento do mercado indicando uma possível recuperação. No entanto, especialistas alertam que uma reversão sustentável dependerá do Bitcoin se manter acima da faixa de US$ 67 mil a US$ 68 mil.

O mercado seguirá atento aos fluxos dos ETFs e ao cenário macroeconômico, incluindo dados de inflação e decisões do Federal Reserve. O atual patamar entre US$ 54 mil e US$ 60 mil é visto como região importante de suporte técnico, cujo rompimento pode indicar maior pressão vendedora. Já a confirmação de estabilização nas taxas de juros poderá abrir espaço para recuperação gradual no terceiro trimestre.

Para o investidor, o momento exige atenção redobrada à gestão de risco e diversificação, visto que o mercado de criptoativos demonstra alta volatilidade e sensibilidade a fatores externos, como políticas monetárias e movimentações institucionais.

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Fontes

  • InfoMoney
  • Valor Investe
  • CNN Brasil
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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