Dólar a R$ 5,20 pressiona orçamento de viagens e mercado reage a cenário fiscal
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Dólar a R$ 5,20 pressiona orçamento de viagens e mercado reage a cenário fiscal
3 jul 2026

O dólar fechou em R$ 5,20 nesta quinta-feira (2), impactando diretamente o orçamento de brasileiros em viagens internacionais. Pequenas variações cambiais, como a registrada entre os dias 2 e 10 de junho, podem elevar significativamente os custos. Segundo o planejador financeiro Elder Campi, oscilações no câmbio podem adicionar até R$ 801,50 a uma viagem estimada em US$ 5 mil.
Grande parte dos gastos realizados no exterior, como alimentação, transporte e compras, ficam expostos à oscilação do dólar, que não afeta apenas passagens e hospedagem, geralmente negociadas com antecedência.
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Dificuldades no planejamento financeiro
Especialistas indicam que comprar moeda estrangeira próximo à data da viagem aumenta a exposição ao risco cambial. A estratégia do preço médio, que consiste em adquirir valores fracionados ao longo do tempo, ajuda a suavizar esse impacto.
Planejar a compra da moeda com três a seis meses de antecedência permite diluir os efeitos das oscilações e ajustar o orçamento sem pressa.
Cenário fiscal e mercado cambial
O dólar operacionalizou alta de 0,79% na semana, refletindo o ambiente interno marcado pela percepção de deterioração fiscal e instabilidade política, o que limita a valorização do real. Os preços do petróleo, afetados pelas negociações de paz entre EUA e Irã, também contribuem para o comportamento do mercado.
O payroll dos EUA, divulgado com geração de 57 mil vagas em junho, abaixo das expectativas, inicialmente causou queda no dólar, que depois se recuperou durante o dia. A redução da chance de alta de juros pelo Federal Reserve para setembro alinhou as expectativas do mercado.
Ajustes nos juros futuros e atividade econômica
No mercado de juros futuros da B3, as taxas recuaram em meio à queda do dólar e indicadores de atividade industrial fraca. A possibilidade de intervenção do Tesouro Nacional para recomprar títulos também influenciou o movimento.
Dados do IBGE apontaram retração de 0,2% na produção industrial entre abril e maio, reforçando a expectativa de desaceleração econômica no segundo trimestre.
Apesar das oscilações, o mercado mantém a projeção de corte na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, com 72% de chance para redução de 0,25 ponto percentual.
O cenário atual exige atenção ao planejamento financeiro para viagens e investimentos, considerando o impacto das variações cambiais e o ambiente fiscal doméstico.
Fontes: Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), Treviso Corretora, Banco Central, IBGE, CME Group, Kinea Investimentos.
Fontes
- InfoMoney
- Correio Do Estado
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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