Bitcoin ensaia recuperação após queda de 50%, mas cenário segue desafiador
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Bitcoin ensaia recuperação após queda de 50%, mas cenário segue desafiador
10 jun 2026

O Bitcoin apresentou reação após uma queda acumulada de 50% desde sua máxima acima de US$ 120 mil, porém ainda enfrenta desafios significativos para retomar a estabilidade no curto prazo. Na terça-feira (9), o ativo digital operava em leve baixa, próximo de US$ 61 mil, ameaçando suportes técnicos importantes para sua recuperação.
Primeiramente, a recente recomposição parcial dos preços está associada ao retorno de fluxos de investimento em ETFs de Bitcoin, após uma sequência de saídas líquidas. Por exemplo, a gestora Strategy, maior detentora corporativa do ativo, voltou a adquirir unidades, somando 1.550 bitcoins entre 1º e 7 de junho, o que ajuda a sustentar o mercado, segundo dados da plataforma Binance.
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Indicadores técnicos e cenário macroeconômico
Além disso, indicadores técnicos mostram sinais mistos. O MVRV Z-Score, que compara o preço atual com o custo médio de aquisição, indica que o Bitcoin está próximo do valor justo de mercado. Historicamente, esse indicador alcançou níveis similares antes de importantes recuperações nos ciclos de 2014, 2018 e 2022.
Contudo, o ambiente macroeconômico permanece desafiador. O fortalecimento do dólar, estimulado por dados robustos do mercado de trabalho americano e a expectativa de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve, impactam o apetite por ativos de risco. Isso limita a alta do Bitcoin, que compartilha influências com mercados tradicionais, conforme análise da Bitfinex.
Impacto das tensões geopolíticas e perspectivas para investidores
É válido destacar que as tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo EUA e Irã, reforçam um cenário de incerteza. A aproximação de possíveis ofensivas e a volatilidade dos mercados alimentam cautela entre investidores de criptomoedas.
Segundo especialistas da 21Shares e gestores como Theodoro Fleury da QR Asset, enquanto o curto prazo pode apresentar resistência e até novas correções, o longo prazo permanece com potencial de recuperação robusta. Eles recomendam estratégias como aportes mensais sistemáticos para construir posição sem tentar cronometrar o mercado.
Recuperação limitada e visão institucional
A média móvel de 200 dias do Bitcoin caiu para cerca de US$ 78.476, o que comprime o espaço para alta imediata, indicando que uma retomada consistente exigirá defesa dos níveis atuais de suporte, entre US$ 60 mil e US$ 65 mil, além da superação da resistência em US$ 78 mil.
Ademais, a base de detentores está mais diversificada, incluindo ETFs, fundos de pensão e investidores institucionais, conferindo maior resiliência ao ativo diante de choques pontuais e reduzindo a dependência da especulação de varejo. Isso reforça a visão de que o Bitcoin segue sua integração gradual ao sistema financeiro tradicional.
Por fim, um processo judicial no Reino Unido envolvendo cerca de 16.000 vítimas chinesas busca recuperar bitcoins apreendidos no valor aproximado de US$ 3,8 bilhões. Este caso ilustra os desafios legais que ainda envolvem o mercado de criptomoedas globalmente.
Fontes: informações da Bloomberg, Binance, 21Shares, QR Asset, Bitfinex e reporte original do InfoMoney e Dow Jones Newswires.
Fontes
- InfoMoney
- Poder360
- CNN Brasil
- Valor Investe
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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