Dólar fecha em leve queda com núcleo do CPI dos EUA abaixo do esperado
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Dólar fecha em leve queda com núcleo do CPI dos EUA abaixo do esperado
10 jun 2026

O dólar fechou em leve queda de 0,09% a R$ 5,1726 no dia 10 de junho de 2026, refletindo uma surpreendente alta menor do que o esperado no núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, o que reduziu a pressão sobre os juros americanos e ajudou a aliviar o estresse no mercado cambial.
Na manhã do dia, a moeda americana teve grande volatilidade, atingindo máxima de R$ 5,1976 e mínima de R$ 5,1596, mas voltou a uma trajetória de discreta valorização do real, que havia sofrido a pior performance entre moedas emergentes na semana anterior.
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Impactos das tensões internacionais e da inflação nos EUA
A instabilidade no mercado foi inicialmente impulsionada pelas ameaças do presidente Donald Trump ao Irã, após bombardeios contra alvos iranianos. Trump prometeu novo ataque e afirmou que o exército iraniano está derrotado, o que levou à elevação do dólar no início do dia. Ainda assim, a expectativa se suavizou durante o pregão, já que o núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu menos do que o mercado esperava.
O operador de câmbio José Carreira, da Fair Corretora, aponta que essa redução da pressão inflacionária diminui o temor de novos aumentos nos juros do Federal Reserve, favorecendo moedas de mercados emergentes como o real. A especialista Jaqueline Neo, da be.smart, reforça que a inflação americana é um indicador-chave que orienta a política monetária dos EUA e os mercados financeiros.
Reação do mercado e fluxo cambial
Além disso, o Banco Central do Brasil reportou em 10 de junho um fluxo positivo de US$ 2,588 bilhões até o dia 5 de junho, elevando o saldo cambial acumulado em 2026 para US$ 16,6 bilhões. Esse dado contribui para a sustentação do real diante de adversidades externas.
O economista Sérgio Goldenstein destaca que a recente depreciação do real na semana anterior foi mais intensa que a da maioria das moedas emergentes, refletindo incertezas globais. Já Oliver Levingston, do Bank of America Securities, observa que a elevação no preço do petróleo, que subiu cerca de 2%, auxiliou a amparar a recuperação da moeda brasileira, já que o Brasil é um exportador líquido da commodity.
Por fim, apesar do cenário internacional instável, com tensões no Oriente Médio, a combinação de inflação mais baixa nos EUA e fluxo cambial positivo sustenta a estabilidade do dólar frente ao real e favorece uma leve recuperação do câmbio brasileiro.
As informações foram compiladas e analisadas com base em dados do Banco Central, Fair Corretora e análises do mercado financeiro, mantendo a imparcialidade e foco nos impactos econômicos e financeiros do movimento cambial nesta semana.
Fontes
- Correio Do Povo
- Jornal Do Estado
- Metrópoles
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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