Bitcoin opera em alta e testa resistência dos US$ 65 mil com otimismo regulatório e geopolítico
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Bitcoin opera em alta e testa resistência dos US$ 65 mil com otimismo regulatório e geopolítico
22 jul 2026

O Bitcoin avançou cerca de 2% na última terça-feira (21), registrando seu maior nível desde o início de junho, aos US$ 66.283. Este movimento acompanhou ganhos em Wall Street e a alta expressiva do setor de tecnologia, além de comentários otimistas do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre a iminente aprovação do Clarity Act, que traz um marco regulatório para o mercado de criptomoedas. Por volta das 16h (horário de Brasília), o Ethereum também operava em alta de 1,23%, negociado a US$ 1.921,35, segundo a plataforma Coinbase.
Além do otimismo regulatório, a recente alta do Bitcoin tem sido sustentada pela renovação da demanda institucional. ETFs (fundos negociados em bolsa) de Bitcoin registraram duas semanas consecutivas de entradas líquidas, indicando maior interesse do mercado institucional. A próxima reunião do Federal Reserve (Fed) mantém os investidores atentos, com expectativa sobre a trajetória dos juros diante de temores inflacionários causados pelas tensões no Oriente Médio e seus impactos nos preços de commodities como o petróleo.
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impacto das tensões no oriente médio e demanda institucional
O Bitcoin mostrou alta também na segunda-feira (20), impulsionado por sinais de possível diálogo entre Estados Unidos e Irã. Esse cenário pode limitar a alta dos preços de energia, reduzindo a pressão inflacionária global e favorecendo o apetite por risco. Por volta das 16h30, o Bitcoin subiu 1,09%, negociado a US$ 65.126,48, segundo dados da Binance. Simultaneamente, os ETFs de Bitcoin voltaram a apresentar ganhos, com entradas líquidas em quatro sessões consecutivas e um aporte de US$ 132,3 milhões na sexta-feira (17), conforme dados da CoinGlass.
Esse movimento demonstra o retorno das compras por investidores individuais, ainda que o capital institucional tenha mostrado lentidão para retomar as posições do início do ano. O índice de Medo e Ganância do CoinMarketCap, indicador do sentimento do mercado, está se aproximando da neutralidade, a primeira vez desde maio com uma leitura tão positiva, refletindo uma melhora gradual de 12% no sentimento desde o início de junho.
testes técnicos e cenário macroeconômico desafiam alta definitiva
O Bitcoin encara uma resistência importante na faixa dos US$ 65 mil a US$ 67 mil, onde há seis semanas tem enfrentado dificuldades para superar de forma consistente. De acordo com analistas técnicos, um rompimento sólido dessa barreira abriria espaço para uma perna de alta até os US$ 70 mil, enquanto a falha pode levar o preço a recuar para suportes próximos a US$ 63 mil e US$ 60 mil.
Essa resistência é reforçada pelo atual ambiente macroeconômico, marcado pela escalada do conflito entre EUA e Irã, que elevou os preços do petróleo para cerca de US$ 90 por barril. Esse aumento reacende preocupações inflacionárias, reduzindo as expectativas de cortes de juros pelo Fed e prejudicando o apetite de investidores por ativos de risco, como criptomoedas.
Contudo, o interesse dos investidores institucionais tem dado sinais de fortalecimento. Após oito semanas consecutivas de resgates, os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram entradas de recursos nas últimas duas semanas, totalizando cerca de US$ 273 milhões. Isso reduz parte da pressão vendedora que afetava o mercado recentemente.
impactos da guerra e realização de lucros
No entanto, na terça-feira (22), o Bitcoin apresentou queda de 0,83%, sendo negociado a US$ 65.785,36, interrompendo o rali recente. O movimento refletiu uma realização de lucros por parte dos investidores, em um contexto de tensão geopolítica persistente no Golfo Pérsico, com troca contínua de ataques entre EUA e Irã.
Essa escalada tem mantido o preço do petróleo em alta, pressionando os mercados e aumentando as expectativas de juros mais elevados pelo Fed. Analistas destacam que, durante choques geopolíticos, o Bitcoin pode se comportar como um ativo de alto risco, apesar de, em outros momentos, funcionar como uma alternativa fora dos canais financeiros convencionais.
Embora continuem sendo registradas entradas em ETFs de Bitcoin, a recuperação ainda é modesta, com os fluxos líquidos de julho distantes das fortes saídas observadas em maio e junho. Além disso, mudanças recentes em estratégias institucionais, como vendas significativas anunciadas por alguns fundos, indicam cautela no posicionamento em criptomoedas.
Entre as novidades corporativas, destaca-se o Telegram, que planeja lançar uma carteira de criptomoedas para sua base global de quase 1 bilhão de usuários, prometendo transações instantâneas e sem taxas, o que pode impulsionar ainda mais a adoção do Bitcoin.
Fontes
- CNN Brasil
- InfoMoney
- Valor Investe
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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