Dólar cai a R$ 5,07 com valorização do petróleo e juros elevados no Brasil
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Dólar cai a R$ 5,07 com valorização do petróleo e juros elevados no Brasil
22 jul 2026

O dólar comercial fechou a R$ 5,073 nesta terça-feira (21) após queda de 0,31%, atingindo o menor valor desde 15 de junho. A desvalorização foi influenciada pela valorização internacional do petróleo e pelos juros elevados no Brasil.
A alta do petróleo Brent, referência para a Petrobras, encerrou em US$ 91,01 o barril, aumento de 2% diante das tensões no Oriente Médio, com ameaças do grupo rebelde Houthi ao transporte no Estreito de Bab-el-Mandeb, rota estratégica para o petróleo global. O petróleo WTI do Texas também subiu 2,25%, a US$ 84,34 por barril.
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dólar e o mercado doméstico
O real teve desempenho superior frente a outras moedas emergentes, sendo o segundo melhor desempenho no dia, atrás apenas do peso colombiano. A valorização se deu pela combinação dos juros reais altamente atrativos, que favorecem operações de carry trade, e o impacto positivo na balança comercial com o preço elevado do petróleo.
No acumulado do ano, o dólar apresenta queda de 7,57% em relação ao real. Segundo especialistas, o cenário atual de estabilização dos preços do petróleo entre US$ 85 e US$ 95 por barril é favorável para a economia brasileira, que é commodity-dependente.
impactos na bolsa e fluxo cambial
O Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos. As ações da Petrobras acompanhando a valorização do petróleo avançaram mais de 1%, ajudando a limitar as perdas do índice. O volume financeiro operado foi inferior à média do ano.
Na quarta-feira, o dólar à vista caiu ainda mais, para R$ 5,0517, piso de fechamento desde 2 de junho, beneficiado por fluxo externo e apetite por carry trade. Em contrapartida, as taxas de juros futuros subiram, pressionadas pela curva dos Treasuries americanos e pela escalada dos preços do petróleo.
O mercado segue atento aos dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos e ao fluxo cambial semanal no Brasil, bem como aos efeitos das tensões no Oriente Médio sobre preços e economia global.
Fontes
- Tribuna Pr
- Diario Do Comercio
- Metrópoles
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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