Bitcoin opera em baixa com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo

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Bitcoin opera em baixa com tensão no Oriente Médio e alta do petróleo

24 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O Bitcoin operou em baixa nesta quinta-feira, 23 de julho, impactado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã e pela elevação do preço do petróleo. Por volta das 16h08 (horário de Brasília), o ativo digital recuava 1,56%, cotado a US$ 64.812,64. O petróleo Brent voltou a atingir a casa de US$ 100 o barril, o que alimenta perspectivas de juros mais altos pelo Federal Reserve (Fed) e aumenta incertezas para a economia global.

A pressão macroeconômica derivada desses fatores pesou sobre o mercado de criptomoedas. Analistas da Binance Research destacam que essa influência deve permanecer até pelo menos o quarto trimestre do ano, citando uma queda significativa do Bitcoin desde a máxima histórica de mais de US$ 120 mil em outubro de 2025.

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Contexto geopolítico e fiscal nos EUA

Além da tensão no Oriente Médio, o ambiente regulatório dos Estados Unidos também se apresenta como um fator relevante. Republicanos em Washington apresentaram uma versão atualizada do Clarity Act, que pretende estabelecer uma estrutura regulatória para ativos digitais. A proposta proíbe que altos funcionários federais emitam ou patrocinem criptomoedas, indicando uma regulação mais rígida.

Enquanto isso, crescem as preocupações acerca dos gastos em inteligência artificial por parte de empresas de tecnologia, como Microsoft e Google, que reportaram fluxo de caixa livre negativo no segundo trimestre e indicam aumento das despesas de capital.

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Oscilações recentes e expectativas futuras

Nos dias anteriores, o Bitcoin teve movimentos positivos, atingindo seu maior patamar desde junho, acompanhado da recuperação dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas que começaram a registrar entradas líquidas após um período de perdas.

Especialistas apontam que o mercado entra em uma semana decisiva para confirmar se a alta poderá se estender até a região dos US$ 70 mil ou se haverá retrações até níveis próximos a US$ 60 mil. O gestor Marco Aurélio de Camargos, da Vault Capital, observa que o rompimento da faixa dos US$ 65,5 mil é crucial para o avanço rumo à resistência dos US$ 70 mil.

Entretanto, o descompasso entre a alta do Bitcoin e a elevação contínua do preço do petróleo, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, mantém a volatilidade no radar dos investidores.

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Sentimento e volume de mercado

De acordo com dados das plataformas Coinbase e Binance, o Bitcoin e o Ethereum apresentam leve recuperação, mas permanecem em um cenário cauteloso devido ao conflito regional. ETFs de Bitcoin apresentaram entradas líquidas por quatro sessões consecutivas, com US$ 132,3 milhões movimentados recentemente, o que demonstra um interesse renovado, porém ainda moderado, tanto de investidores individuais quanto institucionais.

O índice de Medo e Ganância do CoinMarketCap, que mensura o sentimento do mercado, aproxima-se da neutralidade, indicando maior otimismo em relação aos meses anteriores.

Essa conjuntura reflete os desafios de curto prazo enfrentados pelo Bitcoin, cuja movimentação está diretamente ligada a contextos geopolíticos, econômicos e regulatórios, apontando para um período de volatilidade marcada e decisões importantes nas próximas semanas.

Fontes

  • CNN Brasil
  • InfoMoney
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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