Bitcoin perde força apesar de recuperação por acordo entre EUA e Irã
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Bitcoin perde força apesar de recuperação por acordo entre EUA e Irã
23 jun 2026

O Bitcoin (BTC) teve alta de pouco mais de 2% nesta semana após o anúncio do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, resultado que renovou o apetite por ativos de risco. A criptomoeda alcançou o patamar de aproximadamente US$ 64.000, acompanhando a recuperação dos índices acionários globais, incluindo recordes históricos nos mercados asiáticos, segundo dados da Coingecko.
Apesar do cenário positivo com menores tensões geopolíticas e queda recente nos preços do petróleo, a valorização do Bitcoin enfrenta limitações. O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% e indicou ao menos uma alta adicional até o final do ano, elevando a expectativa de custos financeiros elevados e pressionando ativos de maior risco como as criptomoedas.
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Riscos regulatórios e macroeconômicos impactam o bitcoin
Investidores institucionais seguem apontando riscos relacionados à regulação e ao cenário macroeconômico dos Estados Unidos como as principais ameaças ao desempenho do Bitcoin. O mercado americano permanece inseguro devido à falta de clareza na definição de regras para criptomoedas e à persistente inflação combinada com juros elevados.
O ambiente desfavorável contribui para a volatilidade da criptomoeda, intensificando os ciclos de queda observados historicamente. Movimentos recentes mostram saídas líquidas expressivas em ETFs de Bitcoin à vista e redução na quantidade mantida por investidores de longo prazo, indicando cautela generalizada no setor.
Dinâmicas do mercado refletem queda em tesourarias cripto e empresas listadas
Empresas que adotaram Bitcoin como ativo de reserva têm sentido o impacto da desvalorização. Entre outubro de 2025 e junho de 2026, companhias como a OranjeBTC tiveram perdas significativas no valor de mercado, com queda superior a 75% nas ações desde seu IPO. A Strategy, referência no segmento de tesouraria cripto, acumula redução de cerca de 64% no preço das ações.
Além disso, o modelo de negócios de companhias que buscam acumular criptomoedas via listagem em bolsa tem se mostrado problemático diante do atual cenário. A desistência de fusão da ReserveOne com uma SPAC exemplifica a dificuldade enfrentada por essas companhias, em meio a desvalorização de ativos digitais e aumento das dúvidas entre investidores.
Perspectivas e desafios para o bitcoin e o mercado de criptoativos
Especialistas alertam que a consolidação do Bitcoin depende da defesa de faixas de preço em torno de US$ 60 mil, nível importante para resiliência do ativo e possível preparação para novas tentativas de alta. Por outro lado, avaliações apontam para potenciais quedas mais expressivas, possivelmente até patamares entre US$ 10 mil e US$ 20 mil, se os riscos macroeconômicos e regulatórios persistirem.
Enquanto isso, a adoção e o avanço do euro digital na Europa evidenciam a busca por alternativas aos sistemas financeiros tradicionais, impactando a dinâmica no mercado de moedas digitais. O Banco de Compensações Internacionais (BIS) também destaca riscos nas stablecoins, principalmente relacionadas à regulação e prevenção de atividades ilícitas.
Fontes
- Valor Investe
- CNN Brasil
- InfoMoney
- Correio Do Brasil
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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