Bitcoin perde força com saídas de ETFs e tensão geopolítica
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Bitcoin perde força com saídas de ETFs e tensão geopolítica
1 jun 2026

O bitcoin enfrenta queda acentuada ao recuar abaixo de US$ 80 mil, pressionado por persistentes saídas de capital em ETFs e o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Enquanto isso, os mercados americanos seguem em alta, com índices como Nasdaq e S&P 500 renovando máximas históricas.
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Mercado e pressões sobre o bitcoin
Na última semana, o bitcoin não conseguiu romper a resistência em US$ 82.850, mantendo-se abaixo dos US$ 80 mil e negociando abaixo das médias móveis de curto prazo. Isso indica um enfraquecimento da recente recuperação, elevando possibilidadades de novos recuos caso a pressão vendedora continue. O índice brasileiro Ibovespa, por sua vez, acumula a sétima semana consecutiva de queda, refletindo a divergência entre o mercado nacional e as bolsas americanas.
Adicionalmente, os ETFs de bitcoin registraram perdas significativas, com retiradas de mais de US$ 648 milhões em apenas um dia, motivadas por preocupações como riscos geopolíticos, aumento das taxas de juros nos EUA e pressão sobre os títulos do Tesouro americano. Essa volatilidade evidencia a alta sensibilidade dos criptoativos a movimentos macroeconômicos globais e à aversão ao risco dos investidores institucionais.
Influência da geopolítica e movimentos institucionais
As tensões envolvendo o Oriente Médio agravaram a pressão sobre o bitcoin. Notícias sobre a interrupção das negociações entre Irã e Estados Unidos e episódios de ataques no Líbano desencadearam quedas da criptomoeda para níveis não observados há semanas, chegando a cerca de US$ 71.500. Mesmo após relatos de um possível acordo preliminar para cessar-fogo, a incerteza permaneceu, limitando a recuperação do ativo.
Na esfera institucional, a primeira venda pública de bitcoins pela Strategy desde 2022 sinaliza um momento de realização de lucro e reavaliação de posições no mercado cripto. Especialistas destacam que, em momentos de instabilidade, o bitcoin costuma ser um dos primeiros ativos vendidos por investidores institucionais, que veem as criptomoedas como instrumentos de diversificação de portfólio, semelhante a ações emergentes ou metais preciosos.
Divergência entre criptomoedas e ações
Outro aspecto crucial é a divergência entre o desempenho do bitcoin e o das ações ligadas à tecnologia e inteligência artificial, que têm registrado ganhos expressivos. Essa dissociação sugere uma redução na confiança dos participantes do mercado cripto em relação aos fundamentos que sustentam as ações. Corretoras e analistas apontam que a falta de catalisadores comparáveis ao setor de tecnologia limita o avanço do bitcoin.
Analistas técnicos indicam ainda que o bitcoin deverá superar resistências nos níveis de US$ 74.450 a US$ 82.850 para retomar uma tendência de alta consistente. Caso contrário, a perda de suportes entre US$ 72.510 e US$ 70.466 ampliaria a pressão vendedora, levando a criptomoeda para patamares próximos a US$ 65 mil ou até US$ 60 mil.
Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires, Coinbase, Bloomberg【0:0†Manual de Redação It’s Money.docx】
Fontes
- InfoMoney
- CNN Brasil
- Valor Investe
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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