Ouro ultrapassa euro e títulos dos EUA em reservas globais oficializadas
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Ouro ultrapassa euro e títulos dos EUA em reservas globais oficializadas
3 jun 2026

Ouro se consolidou como o maior componente das reservas oficiais globais em 2025, ultrapassando o euro e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), segundo relatório do Banco Central Europeu (BCE). Ao final do ano, o metal precioso representava 27% do total das reservas cambiais oficiais, contra 22% para os títulos do Tesouro dos EUA e 15% para o euro.
Embora as compras globais de ouro por bancos centrais tenham diminuído 15% em 2025, caindo para cerca de 850 toneladas, o aumento expressivo do preço do ouro elevou sua participação nas reservas. Em 2024 e 2025, os preços subiram cerca de 30% e 60%, respectivamente, o que compensou a redução na aquisição do ativo.
Além da diversificação, bancos centrais consideram o ouro como proteção contra riscos geopolíticos. Contudo, o BCE alerta que o ouro possui limitações em comparação com moedas fiduciárias, como volatilidade dos preços, ausência de remuneração, altos custos de armazenamento e oferta limitada.
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Inflação e política monetária na zona do euro
A inflação na zona do euro avançou para 3,2% em maio na base anual, impulsionada principalmente pelo aumento nos custos de energia e serviços, conforme dados preliminares do Eurostat. O índice ficou acima da meta de 2% do BCE, reforçando o cenário para elevações graduais da taxa de juros pela autoridade monetária europeia.
O núcleo da inflação, que exclui energia e alimentos, também acelerou, atingindo 2,5% em maio. A pressão sobre os preços reflete o impacto contínuo dos custos energéticos elevados e dificuldades nas cadeias de oferta, que devem manter a inflação acima da meta por mais tempo.
Agenda econômica recente e perspectivas
No âmbito da zona do euro, dados recentes indicam redução nas vendas do varejo e inflação persistente, enquanto os bancos centrais, incluindo os europeus, acompanham de perto indicadores como auxílio-desemprego nos EUA e custo unitário de mão de obra para avaliar riscos inflacionários globais.
Christine Lagarde, presidente do BCE, tem mantido discurso alinhado à necessidade de ajustes cautelosos na política monetária. O mercado já precifica um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros na próxima reunião do BCE em 11 de junho, com expectativa de novas altas moderadas no outono.
Os recentes movimentos refletem a complexidade do cenário econômico, com o ouro ganhando força como reserva frente às pressões inflacionárias e riscos geopolíticos, enquanto o euro enfrenta desafios para estabilizar a inflação e promover o crescimento sustentável na região.
As informações foram compiladas da Agência Xinhua e dados oficiais do BCE e Eurostat, com análise complementar do consultor Mauriciano Cavalcante, especialista em mercados de ouro.
Fontes
- Monitor Mercantil
- InfoMoney
- Folha De Pernambuco
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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