Bitcoin pode recuar a US$ 50 mil antes de recuperação, dizem especialistas
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Bitcoin pode recuar a US$ 50 mil antes de recuperação, dizem especialistas
6 jul 2026

Com o Bitcoin oscilando em torno dos US$ 60 mil, especialistas consultados pela Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado, indicam que o investidor pode estar diante de uma oportunidade de compra, apesar do potencial recuo do ativo para próximo de US$ 50 mil antes da recuperação esperada para outubro.
Maximiliaan Michielsen, estrategista da 21shares, destaca que "este é um ponto de entrada e um ponto raro". Segundo ele, as grandes oportunidades de acumulação do Bitcoin ocorreram em zonas como a atual, disponíveis em menos de 5% da existência da criptomoeda. Isac Honorato, líder de negócios da Foxbit, aponta que a análise on-chain mostra o ativo como barato, estando o preço abaixo das médias móveis de curto prazo.
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cenário técnico e instituições
André Sprone, country manager da MEXC, afirma que não há mais escândalos ou desconfianças severas no setor, diferentemente do passado. Ele observa que o universo cripto está se tornando mais institucional e ressalta que, quando as taxas de juros nos Estados Unidos começarem a cair, o mercado de Bitcoin se beneficiará do aumento da liquidez, captando investimentos de ativos de risco.
Sprone não descarta a possibilidade de queda até US$ 50 mil dentro da análise técnica, mas espera uma recuperação mais forte a partir de outubro. Michielsen aponta que os níveis de suporte atuais estão entre US$ 59 mil e US$ 62 mil, e que um fechamento semanal próximo a US$ 58 mil poderia abrir espaço para o recuo entre US$ 50 mil e US$ 55 mil, embora este seja o cenário de menor probabilidade.
resistências do bitcoin e orientações para investidores
Honorato destaca resistência consistente na faixa dos US$ 68 mil a US$ 69 mil, influenciada por alto número de contratos de liquidação. Lucas Veronezi, sócio da Blue3 Investimentos, alerta para a alta volatilidade do mercado e recomenda diversificação para segurança. Ele explica que quedas de até 50% são comuns e reforça que o momento é favorável para investidores com perfil adequado e horizonte de longo prazo.
Marina Prieto, professora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Estácio, ressalta a necessidade de cautela ao analisar a cotação do Bitcoin, lembrando que o movimento reflete um ambiente de elevada volatilidade e incerteza. Ela destaca que não existe preço isolado que determine momento ideal para compra ou venda, recomendando análise macroeconômica, política monetária, liquidez e perfil de risco do investidor.
movimentações recentes e perspectivas
Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos enfrentaram, em junho, a maior saída mensal da história, com US$ 4,5 bilhões retirados, especialmente do maior ETF da BlackRock, IBIT. Essa retirada indica perda de interesse de investidores tradicionais e reforça o cenário de volatilidade. O preço médio de compra desses investidores está próximo a US$ 82 mil, mantendo várias posições em prejuízo na cotação atual.
Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital, aponta que a sustentação acima dos US$ 62 mil poderia modificar a perspectiva negativa, mas que a tendência atual sugere rejeição e continuidade do movimento de baixa. A movimentação de grandes quantidades de Bitcoin para exchanges indica pressão vendedora típica de capitulação, que costuma ocorrer perto da exaustão do movimento e não no início da queda.
Além disso, o Bitcoin registrou alta recente apesar das vendas da Strategy, impulsionado pela expectativa de desaceleração das altas nas taxas de juros dos Estados Unidos e por sinais de moderação da inflação apontados pelo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh.
Fontes
- Diario Do Comercio
- CNN Brasil
- Folha De Pernambuco
- InfoMoney
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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