Bitcoin recua com aversão a risco e investimento em infraestrutura cripto
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Bitcoin recua com aversão a risco e investimento em infraestrutura cripto
13 jul 2026

O bitcoin recuou para cerca de US$ 62 mil em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e crescente aversão ao risco nos mercados globais. A fuga de ativos de risco foi intensificada após declarações duras entre EUA e Irã envolvendo o Estreito de Ormuz, elevando as expectativas de juros mais altos nos Estados Unidos. Na tarde desta quarta-feira (8), a criptomoeda caiu 2,51%, enquanto o ethereum registrou baixa de 2,94%, conforme dados da plataforma Coinbase.
Além da instabilidade geopolítica, o desempenho do bitcoin também refletiu a baixa demanda institucional. Fluxos de ETFs ligados ao bitcoin continuam em saída, com volumes diários de negociação significativamente reduzidos em relação ao pico de outubro de 2025, segundo a Glassnode. Com isso, o preço da criptomoeda tem permanecido volátil, reforçando o cenário de incerteza para investidores.
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Investimento da Tether no Mercado Bitcoin
Em contraponto à volatilidade de mercado, o Mercado Bitcoin anunciou um investimento de R$ 100 milhões da Tether, empresa global de ativos digitais, para acelerar sua expansão. Os recursos serão aplicados na infraestrutura de pagamentos, ampliação da oferta de investimentos tokenizados, operações de crédito e mercados de capitais on-chain, além da expansão internacional da plataforma brasileira.
O aporte integra uma rodada maior de investimentos que inclui também os fundadores do Mercado Bitcoin e o SoftBank, sócio-investidor desde 2021. Com 4,5 milhões de usuários e mais de R$ 155 bilhões transacionados, o Mercado Bitcoin opera com 10 licenças regulatórias no Brasil e Europa, destacando-se como líder na América Latina no segmento de ativos digitais.
Contexto do mercado e perspectivas
O cenário global permanece desafiador para o bitcoin, que opera à sombra das tensões geopolíticas e das expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve. A ata da última reunião do Fed sugere possibilidade de juros elevados, principalmente diante da alta persistente da inflação no núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA.
Para mineradoras de bitcoin, o atual momento também é delicado. A empresa American Bitcoin, cofundada por Eric Trump, viu suas ações caírem mais de 95% em menos de um ano, demonstrando o impacto da menor demanda por mineração focada exclusivamente em criptomoedas. Por outro lado, outras mineradoras estão migrando sua infraestrutura para data centers de inteligência artificial, ampliando flexibilidade e ganhos. A American Bitcoin, porém, mantém sua estratégia focada em acumular bitcoin, aguardando uma valorização que lhe traria maior retorno.
Nas palavras do CEO da American Bitcoin, Mike Ho, a redução das máquinas dedicadas à mineração pode aumentar a quantidade de bitcoin disponível para os que permanecerem na atividade, potencialmente beneficiando a empresa que continua acumulando o ativo mesmo em cenário de baixa.
Fontes
- InfoMoney
- CNN Brasil
- Diario Do Comercio
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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