Verde espera volatilidade com eleições e mantém aposta em juros reais dos EUA
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Verde espera volatilidade com eleições e mantém aposta em juros reais dos EUA
13 jul 2026

A gestora Verde projeta aumento da volatilidade nos mercados nos próximos meses, impulsionada pela política monetária dos Estados Unidos e pelo calendário eleitoral brasileiro.
Conforme divulgado na carta mensal nesta segunda-feira (13), a Verde destaca que segue identificando oportunidades para se posicionar em ativos que possam se beneficiar de movimentos acentuados no mercado.
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Pressões no mercado brasileiro e cenário global
No Brasil, o mercado permanece pressionado pela saída de investidores estrangeiros e pelo crescimento dos ruídos políticos com a aproximação das eleições.
O governo mantém uma política de expansão dos gastos públicos e parafiscais, enquanto o mercado global concentra-se nas empresas ligadas a investimentos em inteligência artificial, o que desvia o foco dos ativos brasileiros.
Expectativas e postura do Fed
No cenário internacional, o principal evento macroeconômico de junho foi a posse de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA.
Ao contrário da expectativa de um discurso favorável a cortes de juros, Warsh adotou uma postura focada no combate à inflação, sem indicar os próximos passos na política monetária.
Impacto na comunicação e no mercado
Esse posicionamento marca uma mudança em relação ao padrão adotado por seus antecessores, remetendo ao estilo reservado do ex-presidente Alan Greenspan.
O mercado ainda está em processo de adaptação para interpretar os sinais da nova liderança do Fed, o que levou investidores a precificar a possibilidade de altas nos juros nos próximos meses, reforçando a tese do excepcionalismo americano.
Desempenho dos fundos e ajustes na carteira
Em junho, o fundo da Verde registrou ganhos nas operações de proteção relacionadas ao cupom cambial e no trading de ações.
Por outro lado, houve perdas em posições em metais preciosos, juros reais nos EUA e bolsa brasileira, especialmente pela reação ao novo posicionamento do Fed.
A rentabilidade ficou negativa em 0,69% no mês, mas mantém alta de 7,02% no acumulado de 2023.
Quanto ao portfólio, a gestora aumentou marginalmente a exposição à renda variável brasileira por meio de opções, manteve estável a alocação em ações globais e preservou a aposta em juros reais dos EUA.
Os investimentos em ouro e prata foram mantidos, enquanto houve redução da proteção de crédito da Arábia Saudita e manutenção da exposição ao crédito privado brasileiro.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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