Dólar recua a R$ 5,10 com alívio inflacionário e cenário cambial em 2026

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Dólar recua a R$ 5,10 com alívio inflacionário e cenário cambial em 2026

13 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O dólar encerrou cotado a R$ 5,10 no dia 10 de julho, recuando pelo terceiro pregão consecutivo e atingindo o menor valor de fechamento desde meados de junho. A queda na cotação da moeda americana reflete um ambiente externo favorável às divisas emergentes e a desaceleração inflacionária no Brasil, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA teve uma variação de 0,16% em junho, abaixo das expectativas do mercado que estimavam alta de 0,26%, principalmente devido à deflação dos preços de alimentos. Essa composição mais favorável da inflação reforça a possibilidade de novos cortes na taxa Selic.

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Impactos no câmbio e no mercado financeiro

Com a perspectiva de que a taxa Selic sofra ao menos um corte de 0,25 ponto em agosto, fechando o ano em 14%, o real tem ganhado suporte, mesmo diante das incertezas políticas e da pressão causada pelo cenário internacional. O dólar recuou 1,06% em julho and acumula perdas de 6,93% no ano, reforçando o apetite por ativos brasileiros.

Operadores destacam que, apesar da possível redução dos juros, o ambiente econômico melhora, atraindo mais o fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa local. Isso pode equilibrar a queda na atratividade do carry trade, operações que costumam beneficiar moedas emergentes.

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Tensões no Oriente Médio e influência do Federal Reserve

Na semana seguinte, o dólar registrou alta frente ao real, encerrando o pregão do dia 13 de julho a R$ 5,13. O aumento das tensões no Oriente Médio, com destaque para ações dos EUA no Estreito de Ormuz e conflitos envolvendo Irã, Arábia Saudita e Iêmen, elevou o preço do petróleo e impactou a oscilação cambial.

Além disso, declarações de um diretor do Federal Reserve (Fed), levantando a possibilidade de aumento dos juros caso o núcleo do índice de inflação nos EUA indique pressão inflacionária, reforçaram a tendência de valorização do dólar globalmente.

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Previsões e recomendações de analistas

Economistas do Société Générale mantêm uma visão construtiva sobre o real, devido às taxas reais de juros elevadas e a cautela do Banco Central. Contudo, alertam para riscos fiscais associados às eleições, que podem levar a uma depreciação do real e cotação do dólar ao redor de R$ 5,25 nos próximos meses.

De acordo com operadores, o câmbio deve manter volatilidade, mas a taxa não deve ultrapassar níveis críticos a menos que haja escalada nos conflitos globais ou forte instabilidade política doméstica.

Este cenário é acompanhado de perto pelos mercados, com divulgação de resultados trimestrais das empresas brasileiras e indicadores econômicos previstos para as próximas semanas.

Fontes

  • InfoMoney
  • Correio Do Estado
  • Diario Do Comercio
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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