Bitcoin sofre maior queda do semestre com saída recorde de ETFs e mudança na Strategy
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Bitcoin sofre maior queda do semestre com saída recorde de ETFs e mudança na Strategy
2 jul 2026

Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram uma saída líquida histórica de US$ 4,5 bilhões em junho, o que representa a maior retirada mensal desde o lançamento dos fundos em janeiro de 2024. Dados da SoSoValue indicam que essa sequência negativa levou os ativos líquidos desses fundos a caírem para cerca de US$ 70,9 bilhões, uma queda considerável em relação aos picos acima de US$ 110 bilhões no início do ano.
O IBIT, maior ETF de Bitcoin à vista gerenciado pela BlackRock, foi responsável pela maior parte das saídas, com US$ 3,55 bilhões retirados somente no último mês. Essa movimentação reforça o sinal de perda de interesse por parte dos investidores tradicionais no mercado de criptomoedas, especialmente diante da atual volatilidade e da queda de cerca de 20% no preço do Bitcoin nos últimos 30 dias, para patamares próximos de US$ 58,5 mil.
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Bitcoin fecha pior semestre desde 2022 e segue pressão de mercado
O Bitcoin encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma perda acumulada de 33%, sendo o pior desempenho desde 2022, ano marcado pelo chamado "inverno cripto". Mais da metade da oferta da criptomoeda está atualmente em prejuízo, um indicativo que aponta para um momento historicamente associado a futuras recuperações, mas que ainda não garante a reversão da tendência de queda.
Especialistas destacam que o movimento está ligado principalmente à saída de investidores institucionais e à expectativa de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve (Fed) devido à inflação persistente. O índice de medo e ganância permanece em níveis de "medo extremo", afetando a demanda pelo ativo e a volatilidade no mercado.
Strategy abandona princípio de "nunca vender bitcoin" e muda gestão
A empresa Strategy, que consolidou sua posição como a maior detentora corporativa de bitcoins do mundo, anunciou uma mudança significativa na sua política de gestão financeira. Após anos sustentando o princípio de "never sell your bitcoin" (nunca vender seu bitcoin), a companhia formalizou a possibilidade de venda até US$ 1,25 bilhão em bitcoins para reforçar o caixa, pagar dividendos e despesas financeiras.
Essa decisão resulta da deterioração do valor de mercado das ações da empresa e da queda nos preços do Bitcoin, que comprometeram a sustentabilidade do modelo financeiro adotado, baseado na emissão contínua de ações para aquisição de bitcoins. A iniciativa foi recebida positivamente pelo mercado, com aumento nas cotações das ações da Strategy e valorização moderada do próprio Bitcoin.
Perspectivas para o Bitcoin no segundo semestre
Após registrar a maior queda entre os principais ativos no primeiro semestre, o Bitcoin tem sua recuperação condicionada a fatores macroeconômicos, como a postura do Fed em relação às taxas de juros e avanços regulatórios nos Estados Unidos, como a aguardada votação do CLARITY Act no Senado americano.
Analistas indicam que os níveis próximos a US$ 60 mil são cruciais para a sustentação do preço. Caso o ativo consiga recuperar essa faixa, a queda recente poderá ser vista como uma correção temporária. No entanto, falhas na recuperação podem levar o preço para patamares entre US$ 54 mil e US$ 55 mil, ou até US$ 50 mil em cenário mais pessimista.
Enquanto isso, sinais de acumulação por investidores de longo prazo foram identificados, indicando renovada convicção no ativo. Ainda assim, a pressão de saídas líquidas dos ETFs e a volatilidade continuam marcando o mercado de Bitcoin nas próximas semanas.
Fontes
- InfoMoney
- Valor Investe
- CNN Brasil
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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