Dólar fecha acima de R$ 5,20 com tensão política e expectativa de juros nos EUA
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Dólar fecha acima de R$ 5,20 com tensão política e expectativa de juros nos EUA
2 jul 2026

O dólar comercial registrou alta de 0,92% e fechou cotado a R$ 5,21 nesta quarta-feira (1º), alcançando seu maior valor em três meses. A valorização da moeda americana reflete um cenário externo desafiador, com sanções dos Estados Unidos relacionadas a ligações com o PCC e a expectativa de manutenção dos juros elevados no país.
O real foi o pior desempenho entre as moedas mais negociadas, pressionado também pela pesquisa eleitoral do Atlas/Bloomberg, que aponta o favorito Luiz Inácio Lula da Silva com 48,8% das intenções de voto em eventual segundo turno contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa configuração aumenta a percepção de menor ajuste fiscal a partir de 2027.
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Dólar e o impacto externo e interno
Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, adotou discurso mais ameno, afirmando seu compromisso com a estabilidade de preços, mas ressaltando que não fornecerá orientações explícitas para o futuro da política monetária. Dados recentes mostram criação de 98 mil vagas no setor privado americano em junho, acima das expectativas, o que mantém a pressão sobre o Fed em relação à alta de juros.
No mercado doméstico, a deterioração da política fiscal, com expansão dos gastos públicos, e o aumento da incerteza com as eleições brasileiras limitam o fortalecimento do real. O economista-chefe da CVPAR, Marcelo Fonseca, destaca que "há espaço para o real depreciar mais, diante da piora fiscal e das expectativas eleitorais desfavoráveis à agenda de reformas."
Oscilações e perspectivas para o câmbio
Após alcançar máxima intradia de R$ 5,2167, o dólar encerrou o pregão em R$ 5,2103. No acumulado do ano, a moeda americana ainda registra queda de 5,08% frente ao real. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subiu cerca de 0,20%, refletindo o enfraquecimento do euro devido a resultados abaixo do esperado da inflação na zona do euro.
No fechamento do pregão seguinte, o dólar manteve estabilidade em torno de R$ 5,208 apesar do payroll americano ter mostrado geração menor de empregos que o esperado, reduzindo as apostas para nova alta de juros pelo Fed este ano. Ainda assim, a fraqueza do ambiente político e fiscal brasileiro mantém o câmbio fechado praticamente estável, sem perspectivas claras de queda.
Analistas acompanham agora os próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente o relatório de inflação ao consumidor que deve ser divulgado em breve, para avaliar os impactos na política monetária americana. Enquanto isso, no Brasil, o cenário político e fiscal se mantém como principal fator de pressão sobre o real e suas expectativas no mercado financeiro.
Fontes
- Correio Do Estado
- Tribuna Pr
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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