Banco Master é acusado de calote e pode ter venda ao BRB suspensa
mercado
Banco Master é acusado de calote e pode ter venda ao BRB suspensa
13 ago 2025•Última atualização: 10 setembro 2025

A operação de venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB), avaliada em cerca de R$ 2 bilhões, sofre novos entraves devido a uma denúncia de gestão temerária.
A denúncia foi protocolada no Banco Central por um fornecedor que afirma não ter recebido pagamentos milionários referentes a serviços prestados.
A denúncia parte da JM Nascimento Construtora, contratada em 2021 para captar clientes para linhas de crédito consignado.
Segundo a construtora, a carteira gerada ultrapassou R$ 15 milhões em empréstimos para servidores públicos do Estado de São Paulo, com comissão de 3,5%, valor que não foi pago integralmente pelo banco.
Acusações e atraso nos pagamentos
Até o fim de 2024, o Banco Master teria efetuado apenas 1% dos pagamentos devidos, com promessas de regularização condicionada ao crescimento das operações.
Já em janeiro de 2025, a comissão foi reduzida para 0,3% e o pagamento passou a ser condicionado à conclusão da venda ao BRB.
A construtora denuncia que o passivo não aparece nos balanços ou notas explicativas, o que caracteriza ocultação de informações financeiras importantes.
Há também críticas sobre o banco priorizar dividendos e bônus a acionistas em detrimento da quitação de dívidas.
Impactos na negociação com o BRB
O Banco Master negou as acusações, afirmando ter rescindido o contrato com a construtora e qualificando a denúncia como maliciosa e com objetivo de extorsão.
A construtora afirma que o valor devido ultrapassa R$ 10 milhões, rejeitando a proposta de R$ 1 milhão oferecida para encerrar o caso.
O Banco Central pode abrir um processo por gestão temerária, o que pode suspender a venda ao BRB, cuja aprovação pela autarquia é necessária.
O processo pode resultar em sanções severas, incluindo a inabilitação dos atuais administradores do banco.
Contexto do processo de venda
O acordo prevê que o BRB adquira 58% do capital do Banco Master, mas o perímetro da venda ainda é objeto de revisão.
A última avaliação elevou o valor dos ativos excluídos de R$ 23 bilhões para R$ 33 bilhões, incluindo carteiras consideradas de alto risco.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já aprovou a transação, que aguarda o parecer final do Banco Central.
A autoridade monetária tem até o próximo ano para concluir a análise da aquisição, mas deve se posicionar sobre a denúncia ainda nesta semana.
As informações são do
Fonte:
- Jornal Estado de S.Paulo.

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
Saber mais



