BRB confirma acordo com investidor envolvido em compra de ações suspeitas
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BRB confirma acordo com investidor envolvido em compra de ações suspeitas
24 jun 2026

O Banco de Brasília (BRB) confirmou que realizou um acordo com o investidor Daniel de Faria Jerônimo Leite para que ele cedesse as ações adquiridas do banco por R$ 90,5 milhões. Essa transação ocorre em meio a suspeitas apontadas por auditoria contratada pelo BRB, que indica que a operação pode estar relacionada a um esquema envolvendo empresas do "ecossistema Reag/Master" para compra de ações do banco.
De acordo com posicionamento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BRB informou que a medida faz parte das iniciativas judiciais voltadas à preservação dos interesses patrimoniais da instituição. O banco ressaltou que, apesar da manifestação favorável do Ministério Público, o acordo ainda aguarda homologação judicial e não produziu efeitos até o momento.
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Detalhes da operação e implicações para o BRB
Segundo o BRB, o evento está concentrado em uma situação específica e individual, sem impacto na estrutura de controle, governança ou operações do banco. A instituição informou que não identificou efeitos econômicos ou patrimoniais relevantes derivados do estágio atual do processo.
Em 2024, durante um aumento de capital promovido pelo banco, foi constatado interesse de alguns fundos em participar, porém a oferta era por subscrição privada, restrita a acionistas atuais. O então CEO do BRB, Paulo Henrique Costa, hoje detido, teria acionado dois acionistas para facilitar a operação.
Investigação e procedimentos judiciais
Na situação particular de Daniel Leite, ele comprometeu-se a devolver os R$ 90,5 milhões em ações ao BRB. Seus advogados informaram que foi instaurado um procedimento arbitral para apurar responsabilidades e reparação de eventuais prejuízos relacionados à operação.
O procedimento arbitral envolve os fundos responsáveis pela venda das ações e não o banco estatal. A auditoria forense, realizada pelas empresas Machado Meyer e Kroll, revelou que Leite tomou empréstimo de R$ 93,7 milhões em abril de 2025 com a fintech Qista, controlada pela Reag na época, para pagar as ações de um fundo que vendeu para outro, numa cadeia de operações com fundos Verbier.
O caso evidencia operações complexas na aquisição de ações do BRB, com impactos judiciais em andamento e medidas para preservar o patrimônio do banco em curso. A situação está sendo acompanhada por autoridades regulatórias e judiciais, conforme informado pelo BRB à CVM.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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