Comissão Europeia revisa crescimento da zona do euro para 2026 e prevê inflação próxima à meta do BCE
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Comissão Europeia revisa crescimento da zona do euro para 2026 e prevê inflação próxima à meta do BCE
19 nov 2025

A Comissão Europeia divulgou nova projeção para a economia da zona do euro, prevendo crescimento de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, queda em relação à estimativa anterior de 1,4%. Para 2025, a expansão foi revisada para 1,3%, acima da previsão anterior de 0,9%. A desaceleração prevista para 2026 está associada a tensões comerciais globais e tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O relatório ressalta que o crescimento em 2025 surpreendeu positivamente devido ao aumento das exportações antes da implementação das tarifas. A economia manteve-se resiliente, apoiada por mercado de trabalho firme, inflação em queda e condições favoráveis de financiamento, além de apoio político aos Estados-membros por meio do Mecanismo de Recuperação e Resiliência da UE.
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Inflação e cenário fiscal na zona do euro
A inflação na zona do euro deve permanecer próxima a 2% em 2026, com projeção de 1,9%, ligeiramente acima do prognóstico anterior de 1,7%, conforme o relatório. Para 2025, a taxa estimada é de 2,1%. A manutenção da inflação perto da meta do Banco Central Europeu (BCE) indica uma trajetória de desaceleração, conforme análise da consultoria Oxford Economics, que destaca queda nos preços de energia e moderação salarial como fatores-chave.
Quanto às contas públicas, a Comissão prevê aumento gradual do déficit da zona do euro, de 3,1% do PIB em 2024 para 3,4% em 2027, principalmente devido ao crescimento dos gastos com defesa. A relação dívida/PIB deve subir de 88% para 91% no mesmo período. Destaca-se o aumento expressivo da dívida pública da França, projetada para alcançar 120% do PIB em 2027, refletindo dificuldades em reformas fiscais.
Impactos das tarifas e contexto internacional
O relatório enfatiza que as tarifas norte-americanas sobre produtos europeus, como petróleo, gás natural e chips, impactam a economia do bloco. Embora a UE tenha firmado um acordo comercial com os EUA, a taxa de 15% sobre diversas exportações permanece vigente. As projeções atuais consideram que essas tarifas serão mantidas durante todo o período analisado.
A semana também inclui divulgação da minuta do Federal Reserve, indicadores inflacionários do Reino Unido, Japão, Itália e Alemanha, além de dados sobre vendas no varejo de Canadá e Reino Unido, que poderão influenciar o cenário financeiro global e os mercados de câmbio.
Esses dados complementam o panorama da zona do euro, ressaltando a importância do monitoramento constante das variáveis econômicas e das políticas comerciais para os investidores e analistas financeiros.
Fontes
- Metrópoles
- CNN Brasil
- Folha De Pernambuco
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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