CVM alerta para conflitos de interesse em consultores e assessores de investimentos
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CVM alerta para conflitos de interesse em consultores e assessores de investimentos
4 nov 2025

André Pássaro, superintendente de relações com o mercado e intermediários da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), destacou nesta terça-feira (4) que tanto consultores quanto assessores de investimentos enfrentam conflitos de interesse em suas atuações.
Ele afirmou que os conflitos são inerentes ao trabalho desses profissionais, independentemente de serem gestores, consultores ou assessores. "Sempre pode haver um caso em que o benefício para o assessor ou consultor será maior do que o valor percebido pelo cliente", explicou. Contudo, Pássaro ressaltou que esses desafios podem ser mitigados quando a prioridade é o atendimento ao investidor.
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Diferenças entre consultores e assessores
Os assessores distribuem produtos de uma única plataforma e podem receber comissões variadas conforme os produtos vendidos. Já os consultores atuam de forma independente, aconselhando sobre investimentos de várias corretoras e realizando planejamento financeiro mais amplo, recebendo uma taxa fixa anual do investidor.
Apesar da maior independência dos consultores, Pássaro apontou que eles podem ter uma atuação menos dinâmica, não buscando sempre as melhores oportunidades para os clientes. Por outro lado, os assessores enfrentam o desafio das comissões que podem influenciar seu direcionamento de produtos.
Impactos da transparência na remuneração
Com a entrada em vigor da Resolução 179 da CVM, em novembro de 2024, a remuneração das corretoras e assessores ficou mais transparente. Agora, os investidores conseguem visualizar as comissões pagas, o que desencoraja o empurra-empurra de produtos para obtenção de maiores comissões e incentiva a busca por consultorias mais alinhadas aos interesses dos investidores.
Mesmo assim, o cenário atual tem levado assessores vinculados a corretoras a criarem consultorias independentes como forma de garantir uma renda mais estável, diante da maior competitividade da renda fixa e das menores comissões associadas.
Prioridade ao investidor
Segundo Pássaro, a evolução das ferramentas disponíveis ao investidor dificulta que assessores se limitem a oferecer apenas produtos. Uma carteira personalizada para o longo prazo é fundamental para uma relação de confiança e para diferenciar o trabalho dos assessores no mercado atual.
Independentemente do modelo — consultoria ou assessoria —, o essencial é que o investidor se sinta bem atendido e que seus interesses sejam priorizados.
As informações foram destacadas durante congresso da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar).
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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