CVM Rejeita Acordo de Ex-Diretores da Ambipar e Aceita Proposta de R$ 180 mil com Carlos Jereissati
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CVM Rejeita Acordo de Ex-Diretores da Ambipar e Aceita Proposta de R$ 180 mil com Carlos Jereissati
3 set 2026

CVM Rejeita Propostas de Acordo com Ex-Diretores da Ambipar
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não aceitou as propostas de acordo feitas por dois ex-diretores de relações com investidores da Ambipar. Este caso está ligado a supostas irregularidades no programa de recompra de ações da empresa e na divulgação de informações ao mercado.
Contexto do Rejeição
Segundo o Comitê de Termo de Compromisso (CTC), a gravidade das acusações e a presença de outros processos relacionados à Ambipar impedem a aceitação das propostas neste momento. A CVM aceitou, por outro lado, um acordo de R$ 180 mil com Carlos Jereissati, que atuava como conselheiro da Iguatemi.
Propostas de Acordo
- Thiago da Costa Silva, ex-diretor até 23 de julho de 2024, ofertou R$ 50 mil para encerrar o processo.
- Pedro Borges Petersen, seu sucessor, sugeriu R$ 300 mil.
A Procuradoria Federal Especializada concluiu que não havia impedimentos jurídicos, mas o CTC considerou as propostas insatisfatórias.
Irregularidades no Programa de Recompra
O processo investigava possíveis erros na recompra de ações pela Ambipar. Em maio de 2024, a empresa obteve autorização para recomprar até 20,8 milhões de ações, mas excedeu o limite de 10% em tesouraria. Após a compra de 640 mil ações, em julho de 2024, o total em tesouraria subiu para 5,22 milhões, ultrapassando o limite permitido em 20%.
Justificativa da Ambipar
A Ambipar alegou que a superação do limite se deu devido a compras feitas pelo controlador e a uma falha “pontual e não intencional” em seus controles internos.
Acusações e Consequências
A CVM considera que as condutas dos ex-diretores foram graves, devido à responsabilidade da diretoria na execução do programa de recompra. O caso de Jereissati, por sua vez, envolveu a venda de ações da Iguatemi dentro do período de restrição, recebendo uma multa que será paga.
Acordo com Carlos Jereissati
Após uma negociação, Jereissati finalmente concordou em pagar R$ 180 mil. A CVM argumento que ele não apresenta histórico de infrações anteriores, o que facilitou a aceitação do acordo.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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