Dólar fecha em alta a R$ 5 com cautela por guerra no Irã e decisão do Copom
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Dólar fecha em alta a R$ 5 com cautela por guerra no Irã e decisão do Copom
29 abr 2026

O dólar encerrou esta quarta-feira (29) cotado a R$ 5,0018, em alta de 0,39%. O desempenho reflete um cenário de cautela dos operadores diante da persistência do conflito entre Estados Unidos e Irã e da proximidade da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
A moeda oscilou entre R$ 4,9795 pela manhã e R$ 5,0138 à tarde, acompanhando também o avanço do índice DXY em 0,21%, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas fortes. O contrato futuro para maio registrava alta de 0,56%, a R$ 5,0045, por volta das 17h.
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Conflito no Irã e impacto no petróleo
A tensão geopolítica segue elevando o preço do petróleo, influenciando o câmbio e os mercados globais. A Axios informou que o presidente Donald Trump indicou que o bloqueio no estreito de Ormuz será mantido até que um acordo nuclear seja firmado com o Irã. Além disso, o Comando Central dos EUA preparou um plano para ataques "curtos e poderosos" com objetivo de romper o impasse nas negociações.
Esse cenário impulsionou o petróleo, com o WTI para junho cotado a US$ 106,88 e o Brent para julho a US$ 110,44 por barril, alta superior a 5% em ambas as referências.
Fed mantém taxa e adota tom conservador
O Federal Reserve (Fed) confirmou a manutenção da taxa dos Fed funds na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, alinhado à expectativa do mercado. No entanto, o comunicado ressaltou a incerteza gerada pela guerra no Irã e a inflação ainda elevada.
O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que os preços de energia ainda não atingiram o pico. O economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, destacou que o banco central americano não sinalizou cortes de juros para este ano devido às incertezas externas.
Expectativa para o Copom e mercado local
O mercado aguarda a decisão do Copom, que deve anunciar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic. Entretanto, o economista José Carreira, da Fair Corretora, observa que essa redução terá efeito limitado no carry trade em razão do cenário externo. A cautela dos investidores permanece elevada à espera das comunicações do Fed e do Banco Central brasileiro.
Essa conjuntura reflete a importância da guerra no Oriente Médio para a volatilidade do dólar e para a política monetária internacional e doméstica, influenciando diretamente a economia brasileira e seus mercados.
Fontes
- Correio Do Povo
- Jornal Do Estado
- O DIA
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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