Dólar mantém volatilidade com risco geopolítico e eleições em 2026
mercado
Dólar mantém volatilidade com risco geopolítico e eleições em 2026
25 mai 2026

O dólar iniciou a semana em leve queda frente ao real, sustentando-se acima de R$ 5,00 pelo quinto pregão consecutivo, apesar da volatilidade marcada por riscos geopolíticos e fatores internos como as eleições brasileiras de 2026. A moeda norte-americana acumula alta de 1,34% em maio, após ter recuado 4,36% em abril, e mantém perdas de 8,56% no ano frente ao real.
O movimento recente reflete a diminuição da aversão ao risco no mercado, impulsionada pela perspectiva de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar hostilidades no Oriente Médio, inclusive com a reabertura do Estreito de Ormuz. A queda do petróleo a US$ 93,42 o barril (Brent para agosto) também teve impacto na apreciação do real.
Receba Informações do Mercado Financeiro em Tempo Real. Entre para nossa Comunidade no Whatsapp!!!
Dólar e cenário geopolítico
Em um cenário de incerteza global, as negociações entre EUA e Irã chamam atenção dos investidores. O presidente dos EUA afirmou que as conversas estão avançando, embora mantenha posição firme contra o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Essa situação influencia o apetite por ativos de risco, beneficiando moedas emergentes como o real.
No entanto, a liquidez reduzida pela ausência de abertura dos mercados norte-americanos devido ao feriado do Memorial Day contribuiu para menor volatilidade intradiária do dólar no Brasil. Operadores ressaltam a necessidade de cautela diante do fluxo externo, que pode reverter conforme o cenário global e doméstico evolui.
Perspectivas para a cotação
Especialistas apresentam projeções variadas para o dólar no fim de 2026. O economista-chefe da BGC Liquidez estima a taxa em R$ 5,03, com possibilidade de recuo para R$ 4,84 num cenário benigno que inclui eleição favorável e término da guerra. Por outro lado, num cenário adverso com reeleição de Lula, piora fiscal e prolongamento do conflito, o dólar poderia subir para R$ 5,24.
Além disso, economistas do BTG Pactual projetam uma depreciação gradual do real até outubro, causada pela maior volatilidade na corrida presidencial, com câmbio final do ano previsto em R$ 5,10. Eles destacam que o real vem se beneficiando de fluxo atípico de recursos para países emergentes, mas a continuidade disso dependerá do quadro político e fiscal interno.
Influência do petróleo e política interna
Até abril, a alta dos preços do petróleo contribuiu para a valorização do real, mesmo com maior volatilidade. Entretanto, desde o fim de abril essa relação enfraqueceu, e novos picos nos preços da commodity podem afetar negativamente a moeda brasileira, aumentando os riscos de perda de fôlego.
Internamente, a aproximação das eleições aumenta a volatilidade da taxa de câmbio. Os investidores acompanham atentamente o cenário político e fiscal do Brasil, diante da importância desses fatores para a estabilidade financeira e atração de investimentos.
Fontes
- Correio Do Povo
- Poder360
- Folha De Boa Vista
- O DIA
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
Saber mais



