Dólar oscila e fica em R$ 5,11 com alta do petróleo e tensão global
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Dólar oscila e fica em R$ 5,11 com alta do petróleo e tensão global
20 jul 2026

O dólar teve alta moderada no mercado doméstico, encerrando a sexta-feira (17) cotado a R$ 5,11, num dia marcado por aversão global ao risco devido à escalada do conflito no Oriente Médio e disparada dos preços do petróleo. O real apresentou perdas inferiores a outras moedas emergentes, apoiado pela melhora dos termos de troca decorrente dos preços elevados do petróleo.
A moeda americana manteve-se com variação praticamente nula durante a semana (+0,05%) e recuou 1% em julho, após alta de 2,38% no mês anterior, acumulando queda de 6,88% no ano. O dólar oscilou entre mínima de R$ 5,1053 e máxima de R$ 5,1334 na sessão.
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Dólar em meio a risco global e petróleo
O movimento do dólar refletiu a forte alta dos preços do petróleo, que subiram mais de 4% devido ao recrudescimento dos ataques no Oriente Médio e dificuldades no tráfego pelo Estreito de Ormuz. O Brent para setembro fechou a US$ 88,10 o barril (alta de 4,59%), enquanto o WTI para agosto avançou 4,47%, a US$ 81,78.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, manteve-se estável na casa dos 100,7 pontos, com baixa volatilidade mesmo diante de tensões geopolíticas e perspectivas de alta de juros nos EUA.
Real resiste entre moedas emergentes
Entre as moedas emergentes, o real teve desempenho superior, beneficiado pelo carry trade elevado e pela melhora recente dos termos de troca do Brasil, principal exportador de petróleo. As vendas brasileiras à China no primeiro semestre registraram forte aumento, compensando a queda nas exportações para os EUA.
Segundo analistas, o impacto do novo tarifaço americano sobre produtos brasileiros na taxa de câmbio tende a ser marginal neste momento. A perspectiva é que a taxa de câmbio não ultrapasse R$ 5,20, mesmo com a valorização do dólar no exterior.
Avanço do petróleo influenciou queda do dólar na segunda-feira
Na segunda-feira (20), o dólar à vista caiu 0,42%, fechando a R$ 5,0896, com o petróleo Brent se aproximando novamente dos US$ 90 por barril. Tentativas de retomada das negociações entre os EUA e o Irã trouxeram alívio matinal, mas o endurecimento do tom americano contra o regime iraniano reacendeu o cenário defensivo no mercado.
O Ibovespa registrou sua quarta sessão consecutiva de baixa, encerrando em 173.371 pontos (-0,20%), pressionado pela queda nas ações da Vale, apesar da valorização da Petrobras.
Juros futuros e boletim Focus
As taxas de juros futuros apresentaram leve alta na segunda-feira, após inicial queda na esteira das negociações diplomáticas. O DI para janeiro de 2027 recuou para 13,91%, ancorado na expectativa de queda da Selic, enquanto os contratos para 2029 e 2031 registraram alta discreta.
O boletim Focus divulgou projeções estáveis para o IPCA em 2026 (5,15%), 2027 (4,20%) e leve aumento para 2028 (3,78%).
Fontes
- Folha De Pernambuco
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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