Dólar recua a R$ 5,12 com otimismo pela retomada das negociações EUA-Irã
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Dólar recua a R$ 5,12 com otimismo pela retomada das negociações EUA-Irã
9 jul 2026

O dólar fechou em queda a R$ 5,12 nesta quinta-feira (9), refletindo o otimismo dos investidores com a possível retomada das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Apesar dos recentes ataques no Oriente Médio e do impacto no Estreito de Ormuz, a moeda americana sofreu pressão negativa acompanhando o recuo global do dólar frente às divisas emergentes.
Os contratos internacionais de petróleo, que dispararam acima de US$ 80 o barril nesta semana devido à escalada do conflito, registraram queda superior a 2% com a esperança de desaceleração da crise geopolítica. O barril do Brent para setembro fechou em US$ 76,30, uma desvalorização de 2,20%. Esta retração nos preços da commodity influenciou a redução dos temores inflacionários globais.
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Dólar recua influenciado pelo cenário internacional e queda do petróleo
As taxas dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) diminuíram com o recuo do petróleo e a redução do prêmio de risco geopolítico. O retorno do título de dois anos tocou mínima durante a tarde, abrindo espaço para valorização das moedas emergentes, entre elas o real.
No mercado brasileiro, o dólar iniciou o dia operando em leve alta, mas passou a cair e fechou em queda firme de 0,50%, acumulando perda de 0,89% na semana. No mês de julho, a queda da moeda americana frente ao real acumula 0,78%, revertendo a alta de 2,38% registrada em junho.
Fatores domésticos e globais moldam a trajetória do câmbio
O movimento da moeda americana no mercado local ocorreu em meio à liquidez reduzida pelo feriado em São Paulo, e sem gatilhos internos relevantes. O câmbio acompanhou a desvalorização global do dólar, impulsionada por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que indicou uma possível reabertura das negociações com o Irã.
O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, operou em leve queda e ficou abaixo dos 101 pontos. Entre as divisas emergentes e exportadoras de commodities, o peso colombiano e o dólar neozelandês se destacaram com ganhos superiores a 1%.
Perspectivas para o dólar e política monetária dos EUA
Para especialistas, um eventual aumento dos preços de energia diante do impasse no Oriente Médio pode fortalecer a ala conservadora do Federal Reserve (Fed), sustentando o dólar em um patamar elevado. No entanto, a recente ata do Fed mostra divisão entre seus membros quanto ao futuro da taxa de juros, aumentando a incerteza sobre a política monetária americana.
Especialistas também apontam que moedas de países com juros elevados, como o Brasil, tendem a resistir melhor ao ambiente de dólar forte, atraindo investidores ao carry trade, medida que favorece o real.
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money
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