IPCA de junho testa cenário com petróleo mais estável e impacto na Selic
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IPCA de junho testa cenário com petróleo mais estável e impacto na Selic
10 jul 2026

Após uma fase de tensão no mercado causada pelos ataques recentes entre Estados Unidos e Irã, os investidores passaram a apostar em avanços diplomáticos que podem evitar uma escalada militar ainda maior. Essa mudança de percepção já refletiu nos preços do petróleo, que apresentaram maior estabilidade, reduzindo o temor por interrupções no fornecimento da commodity.
Os Estados Unidos realizaram ataques consecutivos contra alvos militares iranianos com o objetivo de enfraquecer capacidades que ameaçam embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O Irã respondeu com mísseis e drones contra bases americanas na região do Golfo Pérsico. Mesmo com a escalada, o mercado considera que o conflito deve impulsionar negociações para um acordo, mitigando riscos para o petróleo.
IPCA de junho ganha destaque para guiar política monetária
Com o recuo do protagonismo do petróleo, a atenção dos investidores volta-se para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, principal termômetro para a política monetária no Brasil. Dados preliminares indicam desaceleração da inflação, impulsionada por aumentos menos expressivos em alimentos e energia elétrica.
A mediana das projeções de 27 instituições financeiras consultadas pelo Valor Data aponta alta de 0,31% em junho, abaixo dos 0,58% de maio e da prévia de 0,41% para o mês. No acumulado de 12 meses, a estimativa é de inflação em 4,80%, levemente acima do teto da meta do Banco Central.
Os resultados tendem a sinalizar que a inflação mantém trajetória de desaceleração, embora ainda distante do objetivo esperado pela autoridade monetária, impactando decisões futuras sobre a taxa Selic.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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