Dólar recua frente ao real em junho com alta do petróleo e tensão no Oriente Médio
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Dólar recua frente ao real em junho com alta do petróleo e tensão no Oriente Médio
2 jun 2026

O dólar comercial iniciou junho de 2026 em queda frente ao real, cotado próximo a R$ 5,02, influenciado pela valorização dos preços do petróleo e pela percepção de risco decorrente das tensões no Oriente Médio. O recuo acompanha também o cenário positivo para moedas emergentes, apesar das incertezas geopolíticas na região.
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Ondas geopolíticas no Oriente Médio e impacto no câmbio
Nas últimas semanas, o mercado acompanhou a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel, Irã e Líbano, que influenciou diretamente as cotações do dólar no Brasil. A suspensão das negociações entre Teerã e Washington, aliada aos ataques militares recentes, elevou os preços do petróleo ao redor de US$ 95 a US$ 97 o barril do Brent.
O aumento no preço do petróleo favoreceu o real, já que o Brasil é um exportador relevante da commodity. A valorização da moeda brasileira contribuiu para a redução da cotação do dólar frente ao real, mesmo num contexto global de fortalecimento da moeda americana devido ao aumento da aversão ao risco.
Influências domésticas e movimento da bolsa
Além do fator externo, o câmbio também foi impactado por fatores domésticos. O diferencial de juros favorável ao Brasil, associado à alta previsão para a inflação de 2026, refletida no Boletim Focus com IPCA esperado em 5,09%, ajuda a manter o real mais forte.
O Ibovespa teve desempenho volátil, encerrando o primeiro dia de junho em baixa de 0,91%, influenciado principalmente pelas ações dos setores financeiro e de mineração. Apesar disso, a entrada provável de recursos estrangeiros para ações, especialmente em empresas de tecnologia, indica movimentações estratégicas no mercado acionário brasileiro.
Perspectivas para o dólar e fatores adicionais
Analistas destacam que o dólar pode oscilar na faixa de R$ 4,90 a R$ 5,20 até o final do ano, considerando o clima de instabilidade internacional e os fatores internos brasileiros. A valorização do petróleo e a manutenção de juros elevados no Brasil atuam como suporte para a moeda nacional.
Enquanto isso, o índice DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, manteve-se estável em torno dos 99,2 pontos, refletindo a cautela dos investidores diante da convergência de indicadores econômicos e dos sinais vindos dos Estados Unidos, como os relatórios de emprego que serão divulgados em maio.
Outro ponto observado foi a recomendação dos EUA para tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de julho, ligada a supostas práticas no sistema PIX, ainda que o impacto direto no câmbio e no mercado financeiro brasileiro permaneça incerto.
Dessa forma, o dólar apresenta queda moderada frente ao real, estimulada principalmente por fatores externos favoráveis ao Brasil, enquanto o mercado internacional permanece atento às dinâmicas políticas e econômicas que podem afetar a volatilidade cambial e o apetite por risco global.
Fontes: Agência Estadão, Valor Investimentos, Boletim Focus, C6 Bank, Ebury, Veedha Investimentos, conforme informações apuradas em junho de 2026.
Fontes
- Poder360
- Jornal Do Estado
- Diario Do Comercio
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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