Dólar se estabiliza com risco eleitoral e Copom influencia cotação
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Dólar se estabiliza com risco eleitoral e Copom influencia cotação
6 ago 2026

O dólar terminou próximo da estabilidade nesta quarta-feira (5), cotado a R$ 5,1282 (-0,05%).
A cautela com o ambiente eleitoral e a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) limitaram movimentos expressivos na moeda. Enquanto a moeda americana recuou levemente, o real oscilou em margem estreita, mesmo com a desvalorização internacional do dólar e a estabilidade dos preços do petróleo.
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Dólar e cenário eleitoral no radar
As recentes pesquisas eleitorais mostraram uma redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), dentro da margem de erro. Essa indefinição na corrida presidencial tem limitado o desempenho positivo do real, já que o mercado avalia o desafio fiscal e a continuidade da política econômica atual em caso de reeleição.
Além disso, Flávio Bolsonaro anunciou o deputado Alfredo Gaspar como candidato a vice, decisão que não agradou completamente o mercado e restringiu a queda do dólar. Operadores também aguardam sinais do Copom em seu comunicado para entender a continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic, previsto para redução de 0,25 ponto percentual.
Expectativa pelo Copom e impactos no câmbio
A decisão do Copom é um fator determinante para o comportamento do dólar. O mercado aposta em mais um corte na Selic, que deve passar de 14,25% para 14,00% ao ano. Contudo, o tom do comunicado deve ser mais cauteloso, sem dar indicações claras para reuniões futuras, diante do ambiente eleitoral e de estímulos fiscais.
Na quinta-feira (6), o dólar apresentou queda de 0,41%, fechando a R$ 5,1073, influenciado também pela alta do petróleo Brent, que superou os US$ 80 por barril em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Isso favoreceu o real, melhorando os termos de troca e reforçando o interesse em posições na moeda brasileira.
Fatores externos e dados econômicos nos EUA
Nos Estados Unidos, a criação de empregos no setor privado desacelerou em julho, conforme relatório ADP, com 44 mil vagas adicionais contra 95 mil em junho. Esse dado sugere menor pressão por aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed). No entanto, declarações recentes de membros do Fed defendendo política monetária mais rígida mantêm a cautela no mercado.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuou 0,15%, cotado a 99,711 pontos no dia 5, mas voltou a superar os 100 pontos no dia 6, refletindo a volatilidade relacionada às expectativas de política monetária global.
Projeções e limitações para o real e o dólar
Especialistas apontam que o real deve continuar volátil diante das incertezas eleitorais e do panorama fiscal. O diferencial de juros entre Brasil e EUA mantém o apelo das operações de carry trade, limitando quedas expressivas do dólar abaixo de R$ 5,00. A expectativa é que o dólar fique em uma faixa entre R$ 5,05 e R$ 5,25 até as eleições, com momentos de maior volatilidade relacionados a notícias políticas e decisões monetárias.
Além disso, a tendência de cortes na taxa Selic deve se restringir, com o Copom possivelmente sinalizando pausa após mais uma redução, diante do cenário econômico e político.
Fontes
- Folha De Pernambuco
- Poder360
- Metrópoles
- Jornal Do Brasil
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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