Ministro da Fazenda afirma que governo mantém equilíbrio fiscal e nega descontrole

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Ministro da Fazenda afirma que governo mantém equilíbrio fiscal e nega descontrole

6 ago 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (6) que o governo não está gastando mais do que arrecada e que não há descontrole do ponto de vista orçamentário.

Em entrevista à GloboNews, Durigan destacou que, apesar do impacto fiscal nas taxas de juros, esse não é o único motivo para o aumento dos juros.

O ministro explicou que acompanhou as oscilações das taxas e reforçou que elas não estão necessariamente associadas a uma piora da trajetória fiscal. Segundo ele, avaliações das agências de risco internacional vieram melhorando a nota de crédito do país durante o ano, e os dados confirmam esse avanço.

Durigan ressaltou que o governo herdou um déficit próximo a 2% do PIB do governo anterior, mas que esse déficit foi eliminado. "Hoje não temos déficit primário no país. Quando fechar a conta no fim do ano, estaremos muito próximos de fechar o resultado", afirmou.

Dados do Tesouro Nacional mostram que o governo central — composto pelo governo federal e Banco Central — registrou déficit primário de R$ 92,2 bilhões entre janeiro e junho de 2024. Em junho, o saldo negativo foi de R$ 48,2 bilhões.

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Inflação sob controle e cenário internacional

Durigan ressaltou que a inflação está controlada, abaixo de 5% e próxima do teto da meta. Ele também afirmou que o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá registrar a menor inflação acumulada desde a criação do Plano Real.

Sobre o mercado financeiro, o ministro afirmou não perceber má vontade em relação às expectativas para a taxa de juros. Ele destacou que a precificação reflete mais o cenário internacional, marcado por incertezas geopolíticas, conflitos e flutuações no preço do petróleo, além do ciclo de política monetária restritiva adotada por diversos países.

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Política fiscal e salário mínimo

O ministro negou que o governo discuta mudanças nas regras de valorização do salário mínimo. "Não estamos discutindo essa vinculação, esse aumento real do salário mínimo", declarou.

Durigan comentou ainda que o foco do governo está em entregar um Orçamento estruturalmente melhor em 2027, preservando gastos sociais e mantendo o esforço de melhorar as contas públicas.

Ele reafirmou que o governo zerou o déficit primário em 2024 e mantém esse resultado para os próximos anos. Segundo o ministro, atualmente, o resultado fiscal não é o principal fator que impulsiona o aumento da dívida pública.

Durigan atribuiu ao governo anterior a deterioração das contas públicas em 2022 e ressaltou que as principais agências de classificação de risco elevaram a nota de crédito do Brasil desde então.

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Controle de capitais e estatais

O ministro descartou qualquer discussão sobre controle de capitais no país, negando que esse tema faça parte do programa de governo ou de discussões internas.

Em relação às empresas estatais, Durigan afirmou que não há um problema generalizado de déficit, e que as dificuldades financeiras se concentram principalmente nos Correios. A equipe econômica trabalha para reequilibrar a estatal, com possíveis operações de crédito, venda de ativos e parcerias com a iniciativa privada, visando garantir a sustentabilidade financeira da empresa.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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