Ministro da Fazenda diz que governo não gasta além da arrecadação e mantém controle fiscal
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Ministro da Fazenda diz que governo não gasta além da arrecadação e mantém controle fiscal
6 ago 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal não está gastando mais do que arrecada e que não há descontrole orçamentário. Ele destacou que o aspecto fiscal influencia a avaliação das taxas de juros, mas não é o único fator responsável por sua alta.
Em entrevista à GloboNews, Durigan comentou as oscilações recentes das taxas de juros. Segundo ele, essas variações não refletem necessariamente uma piora na trajetória fiscal do país. Ele reforçou que a economia encerrou o semestre sem déficit primário, o que representa uma melhora em relação a anos anteriores: "Se herdamos um déficit grande do governo anterior, próximo de 2% do PIB, esse gap foi fechado. Hoje, não temos déficit primário e esperamos fechar o ano próximos do equilíbrio", disse.
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Contexto fiscal e impacto no mercado
Apesar de o governo central ter registrado um déficit primário de R$ 92,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano, o ministro considerou que o resultado está dentro da normalidade para o período. Ele ressaltou ainda que a melhora das notas de crédito pelo agenciamento de risco internacional reforça a percepção positiva sobre as contas públicas brasileiras.
Durigan também afirmou que não observa má vontade do mercado financeiro quanto à condução da política monetária. Segundo ele, a precificação dos juros reflete principalmente o cenário internacional, que permanece marcado por incertezas geopolíticas, conflitos e oscilações nos preços de commodities, como o petróleo.
Inflação e salário mínimo
O ministro destacou que a inflação está controlada, com taxa abaixo de 5% e próxima ao teto da meta. Durigan projetou que o mandato atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve registrar a menor inflação acumulada desde o Plano Real.
Quanto ao salário mínimo, ele negou discussões para alterar as regras de sua valorização: "Não estamos discutindo essa vinculação nem aumento real do salário mínimo".
Gestão fiscal e estatais
Durigan reforçou o compromisso do governo de entregar um orçamento estruturalmente melhor em 2027, mantendo os gastos sociais e o controle das despesas obrigatórias. Ele atribuiu a piora das contas públicas em 2022 ao governo anterior e afirmou que a dívida pública não cresce por falhas fiscais atuais.
O ministro descartou qualquer possibilidade de controle de capitais, apesar de sugestões de parte do mercado financeiro e integrantes do partido do governo. "Não há hipótese de controle de capital e o tema não está em discussão no governo", afirmou.
Sobre empresas estatais, destacou que não há problema generalizado de déficit e que os Correios concentram a maior parte das dificuldades do setor. A equipe econômica estuda medidas para reequilibrar a empresa, incluindo operações de crédito, venda de ativos e parcerias com a iniciativa privada para garantir sustentabilidade financeira.
As declarações foram divulgadas originalmente pelo Valor PRO, serviço em tempo real do Valor Econômico.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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