Expectativas de Corte na Selic Aumentam Após Resultados do PIB

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Expectativas de Corte na Selic Aumentam Após Resultados do PIB

1 set 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Expectativas de Corte na Selic Aumentam Após Resultados do PIB

As perspectivas de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 4 de novembro, aumentaram de 50% para 59% nesta terça-feira (1º), conforme os contratos de opção de Copom negociados pela B3. A expectativa já era robusta para a reunião de 16 de agosto, com 90,1% de probabilidade de redução na taxa.

Se os cortes se confirmarem, a taxa Selic poderá cair de 14% para 13,5% ao ano. A probabilidade de manutenção da taxa caiu de 38% para 31% entre segunda-feira e terça-feira. Além disso, as chances de um corte mais acentuado de 0,5 ponto percentual subiram de 4,5% para 10%.

Desempenho do PIB e Suas Implicações

Esse movimento de mercado se seguiu à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que apresentou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre em comparação ao primeiro. Esse número, no entanto, revelou uma desaceleração significativa, particularmente no consumo das famílias e nos investimentos. O analista Sérgio Lamucci, editor-executivo do Valor, observou que, embora a queda no ritmo de crescimento fosse prevista, o resultado superou expectativas, sugerindo que o Banco Central pode continuar reduzindo a taxa de juros, mesmo que em ajustes pequenos.

O PIB ficou levemente acima da mediana das previsões entre 62 consultorias e bancos, que esperavam um crescimento de 0,4%. As projeções variavam entre 0,2% e 0,7%.

Considerações Estruturais da Economia Brasileira

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) expressou preocupações sobre a economia, caracterizando-a como desiguais e fragilizada estruturalmente. A entidade destacou que, embora o crescimento de 0,5% mantenha a economia em um patamar positivo, isso ocorre devido a choques específicos principalmente do agronegócio e do setor extrativo, que ofuscam o enfraquecimento do dinamismo econômico interno e a contínua desindustrialização.

Adicionalmente, um relatório do Bradesco mostrou que os setores cíclicos, aqueles mais sensíveis às taxas de juros, apresentaram crescimento tímido. Observou-se um aumento de 2,8% na agropecuária em relação ao primeiro trimestre, fazendo com que esse setor ficasse 5,1% acima do nível do fim do ano passado. A indústria extrativa também tem se beneficiado da alta nos preços do petróleo. No entanto, ao excluir esses setores, o PIB teria registrado uma queda de 0,1% na comparação trimestral.

As informações foram coletadas do serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico, o Valor PRO.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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