FIDCs Superam R$ 1 Trilhão em Patrimônio, Mas Riscos Crescem

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FIDCs Superam R$ 1 Trilhão em Patrimônio, Mas Riscos Crescem

28 set 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

FIDCs Superam R$ 1 Trilhão em Patrimônio, Mas Riscos Crescem

Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) passaram a se destacar no cenário financeiro brasileiro desde 2025, apresentando um crescimento notável. Em julho, esse mercado atingiu a expressiva marca de R$ 1,015 trilhão em patrimônio líquido, conforme levantamento realizado pelo Valor Data com informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No entanto, esse crescimento vem acompanhado de um aumento nos riscos. O ambiente de juros elevados e a pressão financeira sobre famílias e empresas desencadearam uma piora nos indicadores de risco. Segundo os dados, a provisão para perdas com inadimplência subiu 40,8% em um ano, passando de R$ 46,1 bilhões para R$ 64,9 bilhões. Além disso, os créditos com atraso superior a 90 dias cresceram 62%, atingindo R$ 7,5 bilhões.

Análise de Especialista

Ricardo Rochman, professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), comentou sobre a situação. Ele observa que, com a política de concessão mais restritiva dos bancos, parte do crédito migraram para os fundos. Entretanto, há uma grande oferta de FIDCs com critérios menos rigorosos. "Os fundos permitem estruturação flexível de crédito, por isso alguns deles assumem conscientemente riscos mais elevados", avalia Rochman.

A alta contínua da Selic e o aumento do endividamento são, segundo ele, os principais fatores que contribuíram para a deterioração das carteiras dos fundos. Rochman afirma que foram incluídos na carteira "créditos que na realidade deveriam ter sido barrados", o que elevou significativamente os riscos de perdas.

Provisões e Indicadores

O valor provisionado nos FIDCs passou de 7,3% para 8,3% da carteira bruta de direitos creditórios. Em comparação, no sistema financeiro, o total de provisões para devedores duvidosos representava 7,4% da carteira de crédito em julho de 2025, subindo para 7,8% um ano depois, de acordo com dados do Banco Central. É importante salientar que essas proporções são meras referências, uma vez que as carteiras e os critérios contábeis diferem entre os fundos.

Além disso, a análise excluiu integralmente os fundos que se dedicam predominantemente à compra de créditos já vencidos, os chamados ativos não performados (NPLs), e o resultado se manteve inalterado, o que sugere que a deterioração das carteiras não é reflexo desse segmento.

Para mais informações e detalhes sobre o assunto, confira a reportagem completa no site do Valor.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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