Ibovespa atinge nova máxima histórica; minério cai 4,4% e impacta Vale
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Ibovespa atinge nova máxima histórica; minério cai 4,4% e impacta Vale
28 nov 2025

Mercado internacional
O cenário externo apresenta-se sem definição clara nesta sexta-feira, 28 de novembro, último pregão do mês marcado pela Black Friday. Os futuros dos Estados Unidos operam com leve alta de 0,1%, considerando que as bolsas americanas ficaram fechadas ontem devido ao feriado e hoje funcionarão apenas por meio período. Na Europa, as bolsas mantêm-se estáveis, sem variação relevante. Na Ásia, os mercados encerraram de forma divergente: o Japão registrou alta de 0,18%, enquanto a bolsa de Hong Kong caiu 0,34%.
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As commodities enfrentam um dia negativo. O barril de petróleo recua 0,4%, cotado em torno de US$ 62,60. O minério de ferro sofre queda expressiva de 4,4%, passando de aproximadamente US$ 106,70 para US$ 102. Essa forte desvalorização pode impactar negativamente o pregão, principalmente para as empresas vinculadas ao minério, como Vale, CSN, Gerdau e outras do setor siderúrgico.
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O Ibovespa fechou o pregão anterior com pequena queda de 0,12%, aos 158.359 pontos, em um ambiente de baixa volatilidade e volume reduzido devido ao feriado nos Estados Unidos. Apesar da leve baixa, o índice renovou sua máxima histórica, atingindo 158.863 pontos. O Ibovespa mantém uma tendência de alta de curto prazo, cuja inversão ocorreria caso recuasse abaixo dos 153.570 pontos. Um primeiro sinal de enfraquecimento da tendência atual configura-se com o índice abaixo dos 155.914 pontos.
Dólar
O dólar apresentou valorização de 0,41% no pregão anterior, fechando em R$ 5,393. Ainda assim, mantém-se abaixo da média comportamental dos últimos 10 pregões e integra um viés de baixa no curto a médio prazo, situando-se abaixo da faixa dos R$ 5,40, importante resistência. Com a mudança de contrato no dólar futuro (WDOF26), observa-se resistência próxima dos R$ 5,34 e outro nível de resistência importante na faixa dos R$ 5,411.
Ações
Petrobras (PETR4)
A Petrobras fechou com alta de 0,53%, cotada a R$ 32,40. Apesar de não gerar um sinal de alta, a ação voltou a fechar acima da média, em um pregão com volume financeiro reduzido. Caso o preço supere os R$ 32,44, aumenta-se a possibilidade de movimento de alta no curto prazo. Nesse cenário, um ponto de stop loss seria adequado próximo aos R$ 32,07 a R$ 32,08.
Vale (VALE3)
A Vale encerrou o pregão em queda de 0,38%, aos R$ 66,37, porém segue em tendência de alta de curto prazo. A reversão desse movimento ocorreria com recuo dos preços abaixo dos R$ 64,13. Considerando a queda de 4,4% do minério de ferro, caso isso se refleta completamente no papel, a tendência de alta poderia ser revertida. A ação apresenta suporte relevante na faixa de R$ 65,60, alinhada à média móvel. Até que surjam sinais de baixa abaixo dos R$ 64,13, a possibilidade de compra de curto prazo permanece válida. Contudo, é essencial acompanhar a reação do papel no pregão de abertura, dado o impacto da queda expressiva no minério hoje.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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