Ibovespa bate novo recorde e Petrobras recua forte com petróleo em alta
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Ibovespa bate novo recorde e Petrobras recua forte com petróleo em alta
9 abr 2026

Mercado internacional
O cenário externo iniciou o pregão desta quinta-feira, 9 de abril, em território negativo. Os futuros dos Estados Unidos apresentaram queda de 0,3%. Na Europa, as bolsas recuaram cerca de 0,9%. Na Ásia, o desempenho também foi negativo, com o Japão caindo 0,73% e Hong Kong recuando 0,54%. Esses movimentos indicam um contexto global mais cauteloso para os mercados.
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Na esfera das commodities, o petróleo destacou-se em alta de 1,9%, sendo cotado na faixa de US$ 95,80, próximo dos US$ 96 por barril. Em contraste, o minério de ferro sofreu forte queda de 2,37%, negociado em torno dos US$ 102,90, já abaixo dos US$ 103. Essa queda aponta para um possível sinal de tendência de baixa de curto prazo nesse insumo.
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Internamente, o Ibovespa encerrou o pregão anterior em alta expressiva de 2,09%, alcançando a marca de 192.201 pontos, que representa o maior fechamento histórico do índice. Durante o pregão, o índice renovou sua máxima histórica, chegando a 193.759 pontos. Para que ocorra uma reversão ou mudança dessa tendência positiva, o índice precisaria recuar abaixo dos 195.213 pontos. Um sinal de perda de força mais imediato seria um fechamento abaixo da mínima do pregão, em 188.260 pontos. Até o momento, não há indicações de fraqueza, mantendo-se a tendência de alta em todos os prazos operacionais para a bolsa brasileira.
Dólar
O dólar finalizou o pregão anterior em queda de 1,01%, cotado a R$ 5,124, registrando mínima na faixa de R$ 5,088. A expectativa é de continuidade na queda, com projeções aproximadas entre R$ 5,034 e R$ 5,003. A região de suporte importante está em torno de R$ 5,054, seguida pela faixa dos R$ 5,000. Para que haja um sinal de enfraquecimento da atual tendência de baixa, o dólar precisaria apresentar fechamento acima dos R$ 5,200.
Ações
Petrobras
A Petrobras teve um desempenho desfavorável no pregão, encerrando com queda expressiva de 3,92%. Vale destacar que a ação chegou a recuar quase 8% durante o dia, mas conseguiu se recuperar parcialmente. Essa movimentação fragiliza a tendência de alta do ativo no momento, a qual seria anulada caso o preço retorne abaixo dos R$ 44,32. A alta no preço do barril de petróleo gera expectativa para uma recuperação mais sólida das ações, especialmente se o valor subir acima da média dos últimos 10 pregões, atualmente na faixa de R$ 47,76.
Vale
A Vale encerrou o último pregão com valorização de 2,27%, negociada a R$ 85,59. A ação está inserida em uma tendência de alta de curto prazo, porém começa a apresentar sinais negativos que podem colocar essa trajetória em risco caso caia abaixo dos R$ 81,36. O minério de ferro em queda no início deste pregão pode exercer pressão negativa sobre as ações da Vale. O principal nível de preço para avaliação de uma possível entrada nos próximos pregões situa-se em torno dos R$ 83,70.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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