Investidores esperam último corte da Selic em junho diante de cenário desafiador
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Investidores esperam último corte da Selic em junho diante de cenário desafiador
3 jun 2026

Mercado financeiro já considera a possibilidade de que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 17 de junho, seja o último corte da taxa Selic em 2026. Essa expectativa reflete um cenário mais complexo para o Banco Central (BC), marcado pela elevação dos preços do petróleo, aumento das projeções inflacionárias e maior atividade econômica no Brasil.
Desde o início do ano, a Selic foi reduzida de 15% para 14,75% e atualmente está em 14,50%. No entanto, o espaço para novos cortes tem se tornado mais restrito, devido a fatores internos e externos que pressionam os preços e limitam a ação do BC.
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Inflação e atividade econômica influenciam expectativa do mercado
O principal contraponto ao ciclo prolongado de cortes é o aumento das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No Boletim Focus divulgado em janeiro, a estimativa para a inflação anual era de 4,06%, enquanto a previsão recente indica 5,09%, representando a 12ª semana consecutiva de alta nas expectativas inflacionárias.
O cenário global também contribui para esse movimento. As tensões entre Estados Unidos e Irã elevaram o preço do petróleo, impactando diretamente os custos de combustíveis, transporte e logística. Esse quadro pressiona os preços no Brasil e dificulta o caminho para reduzir a inflação.
Pressão externa e resiliência da economia brasileira
Além da influência externa, a economia nacional demonstra maior vigor do que o esperado. Programas sociais, expansão do crédito e outras medidas governamentais mantêm o consumo das famílias aquecido. Esse comportamento econômico dificulta a convergência da inflação para a meta estabelecida pelo BC.
Em resposta, instituições financeiras já revisam suas projeções para a taxa Selic. A XP Investimentos, por exemplo, elevou sua estimativa para o final de 2026 de 13,75% para 14%, diante da piora nas perspectivas inflacionárias e do ambiente externo desfavorável.
A mudança nas expectativas também está refletida nos contratos futuros do Copom. Se no começo do ano o mercado esperava a Selic próxima de 12% até dezembro, hoje o consenso aponta para o final do ciclo de cortes antes do previsto e em patamar mais alto.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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