Mercado espera último corte da Selic em junho com perspectiva de juros mais altos
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Mercado espera último corte da Selic em junho com perspectiva de juros mais altos
3 jun 2026

O mercado financeiro revisou suas expectativas sobre a trajetória da taxa Selic para 2026. Após quedas desde o início do ano, investidores agora esperam que a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no dia 17 de junho seja responsável pelo último corte da Selic neste ciclo.
A Selic caiu de 15% para 14,50% desde janeiro, mas o espaço para futuras reduções diminuiu diante de alguns fatores. A escalada das tensões no Oriente Médio elevou os preços internacionais do petróleo, pressionando a inflação para cima. Projeções para o IPCA já acumulam 12 semanas consecutivas de alta, além de um cenário doméstico econômico mais resiliente do que o esperado, com consumo sustentado por programas de transferência de renda e expansão do crédito.
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Alta da inflação e expectativas para juros
O mercado ajustou as projeções para inflação e taxa Selic durante o ano. No primeiro Boletim Focus de 2026, divulgado em janeiro, a estimativa para o IPCA era de 4,06% e para a Selic, 12,25% ao final do ano. Recentemente, essas projeções foram elevadas para 5,09% e 13,25%, respectivamente, indicando pressão inflacionária e juros mais altos, o que reduz o espaço para cortes adicionais.
Os preços do petróleo em alta motivaram aumentos nos custos de combustíveis, transporte e logística, pressionando a cadeia produtiva e alimentando preocupações inflacionárias. A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã é um dos principais fatores externos para esse impacto.
Economia brasileira e postura do Banco Central
No cenário interno, a atividade econômica demonstra maior vigor, sustentada por medidas de estímulo governamentais que mantêm o consumo das famílias firme. Essa resiliência dificulta a convergência da inflação para a meta estabelecida, fazendo com que o Banco Central tenha uma postura mais cautelosa diante dos cortes da Selic.
Instituições financeiras já refletem esse ajuste. A XP, por exemplo, revisou sua projeção para a Selic ao fim de 2026, elevando-a de 13,75% para 14%, considerando o agravamento das perspectivas inflacionárias e um ambiente externo desfavorável.
Assim, enquanto no começo do ano o mercado previa a taxa Selic abaixo de 12% até dezembro, agora a expectativa é que o ciclo de cortes termine antes, e em um patamar superior ao inicialmente projetado.
Essas revisões impactam diretamente as decisões de investidores e as estratégias de política monetária do Banco Central, que deverá acompanhar atentamente o desenvolvimento econômico e os riscos inflacionários para ajustar sua atuação.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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