Ibovespa e petróleo avançam; dólar cai forte e Petrobras perto de máxima
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Ibovespa e petróleo avançam; dólar cai forte e Petrobras perto de máxima
17 mar 2026

Mercado Internacional
As bolsas internacionais apresentam um cenário misto nesta terça-feira, 17 de março. Os futuros nos Estados Unidos avançam cerca de 0,5%, indicando otimismo no início do pregão. Na Europa, as principais bolsas sobem em torno de 0,1%, demonstrando leve alta. Por sua vez, a Ásia encerrou com performances divergentes: o Japão permanece estável com uma leve queda de 0,1%, enquanto Hong Kong registra alta de 0,1%. Essa estabilidade evidencia uma cautela global, com os investidores atentos aos indicadores econômicos e eventos recentes.
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O petróleo registra alta significativa de 2,7%, cotado acima dos 100 dólares por barril, chegando a US$ 100,50. Essa valorização reforça o potencial de alta no curto a médio prazo para essa commodity. O minério de ferro também se destaca, com aumento de 1%, alcançando o patamar de US$ 108,75. O movimento positivo das commodities de energia e mineração confirma um ciclo favorável para esses setores, influenciando diretamente mercados emergentes e ações ligadas.
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O pregão anterior encerrou com o Ibovespa em alta de 1,25%, atingindo 179.875 pontos, apoiado pela tendência positiva no exterior. Apesar disso, o índice ainda se mantém dentro de uma tendência de baixa de curto prazo, o que traz cautela para investidores. A mínima da atual fase foi de 177.321 pontos, enquanto o desafio imediato será romper a resistência próxima a 181.800 pontos. A região mais representativa situa-se entre 184.000 e 186.000 pontos, especialmente na faixa de 185.400 a 186.000 pontos. Ultrapassar os 186.000 pontos indicaria possível reversão da tendência negativa recente.
Dólar
O dólar encerrou o pregão anterior em forte queda de 1,9%, cotado a R$ 5,252, fechando abaixo da média dos últimos 10 pregões. Em relação às principais moedas globais, a divisa norte-americana apresenta leve baixa de 0,01%, demonstrando fraqueza neste momento. Técnicos apontam que a perda da mínima de R$ 5,246 reforça a força vendedora, mas o indicativo mais robusto de viés de baixa ocorreria se o dólar oscilar abaixo de R$ 5,237. A tendência de curto prazo segue indefinida, com o dólar oscilando entre as médias dos últimos 10 e 50 pregões. Essa estabilidade momentânea sugere cautela para posições cambiais no curto prazo.
Ações
Petrobras (PETR4)
A Petrobras fechou em alta de 2,17% a R$ 45,58, acompanhando o avanço do petróleo, que subiu 2,5%. O ativo mantém-se em tendência de alta em todos os prazos operacionais, evidenciando força no movimento recente. A cotação se aproxima da máxima histórica, que é de R$ 46,09, indicando potencial para novos recordes. Para que ocorra sinalização negativa, seria necessário o rompimento das mínimas ascendentes recentes, em especial a perda da mínima de R$ 44,80 do dia anterior. Tal movimento poderia proporcionar uma oportunidade mais atrativa de compra, especialmente na faixa da média dos últimos 10 pregões, situada em R$ 43,27.
Vale (VALE3)
A Vale segue dentro de uma tendência de baixa de curto prazo. No pregão recente, a ação apresentou leve alta de 0,92%, encerrando a R$ 78,84, mais próxima da mínima do dia, o que reforça o sentimento corretivo. A média dos últimos 10 pregões está em torno de R$ 80,70, região que, se alcançada, poderá favorecer a continuidade da queda. O próximo suporte relevante fica entre R$ 74,20 e R$ 74,80, níveis que precisarão ser observados para avaliar sinais de reversão. Para uma mudança efetiva na tendência de baixa, o preço precisa retornar para acima de R$ 84,00, demonstrando força para o movimento contrário.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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